O luto é um dos processos mais revisitados no cinema que se atem ao registro do sofrimento. Isso porque é um modo legítimo de justificar sem muito entorno o motivo de seguir aquele personagem – seja por um processo de aceitação ou por qualquer outro interesse que o filme possua com a premissa. O italiano/francês “A Espera” já começa com um grafismo de impacto assombroso. O interesse em incitar um novo tipo de proximidade ao luto de Anna o posiciona entre as motivações possíveis; nunca se torna óbvio o porquê de sua história ser tão atraente. Jeanne, namorada do falecido Giuseppe, chega ao casarão da “sogra” Anna pouco depois do velório. Porém, sem saber da fatalidade. Esse traço dr amático poderia ser muito frouxo se o ambiente construído não fosse tão assustador. Anna está sozinha, ilhada em um desespero calado, perdida na própria casa. A inserção sutilmente brusca de Jeanne não se torna ameaçadora a esse sentimento tão íntimo, mas o faz se distanciar. Esse pêndulo en...
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