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Amantes: Fragmentos de cartas, poemas, mentiras, retratos

Cinema é, em sua essência, imagem. É quadro que pensa em palavras energéticas, em imagens que criam sensações. O texto, por si só, funciona essencialmente para expressar as energias dos personagens, diferentemente de uma obra literária que precisa do esforço do leitor para imaginar os fotogramas descritivos. Pensando nisso, os melhores cineastas, através de estados sensoriais, aplicam na linguagem uma técnica que depende dos olhares empáticos do público consumidor. Amantes:  Fragmentos de cartas, poemas, mentiras, retratos   CRÍTICA  James Gray fez isso ao revisitar Noites Brancas , livro russo de Fiódor Dostoiévski que atualiza o que é sofrer por amor. Em Amantes , obra de 2009, o cineasta aplica, por exemplo, os olhares sofridos de uma mãe para o filho, como se estivesse em uma vigília, diferentemente de uma simples e banal patrulha, como acontece normalmente. Essa imagem de proteção é o que movimenta o filme para frente.  Lado a lado dessas ...