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Mostrando postagens com o rótulo ArtigoCinema

Creepypastas o pesadelo das produtoras

Em janeiro deste ano, a Sony lançou o trailer de Slenderman Pesadelo Sem Rosto , filme que está previsto para estrear em agosto de 2018. Slender é um ser alto e sem rosto que veste um terno preto e sequestra crianças nas florestas escuras. Com as recentes complicações com a distribuição, Sony Pictures debanda de uma proposta de distribuição mundial à lá blockbuster para seu filme, preferindo uma estreia em cinemas seletos buscando assim uma predileção de um público de nicho. Mas desse pensamento da produtora vem o questionamento: Por que as grandes produtoras se recusam a apostar em creepypastas como base para uma história de terror? Creepypastas: o pesadelo das produtoras  As creepypastas são histórias de terror criadas por internautas em um formato que vai desde pequenos contos até vídeos e quadrinhos. Elas são criadas na internet, e para a internet, e muitas vezes contêm temas de fantasmas, mistérios nunca desvendados, locais e objetos que desafiam a lógica e narrativas...

"Jurassic Park" nunca foi tão atemporal

Eu nasci em 1995, dois anos após Jurassic Park ter tido sua estreia triunfal, e não tive a oportunidade de vê-lo nos cinemas. Eu me recordo de alugar a trilogia e passar o fim de semana inteiro assistindo somente a isso; era um momento mágico. Quando criança, sentia como se estivesse dentro da aventura, torcendo pelos personagens. Lançado em 1993, Jurassic Park: Parque dos Dinossauros conta a história dos paleontólogos Alan Grant ( Sam Neill ) e Ellie Sattler ( Laura Dern ) e do matemático Ian Malcolm ( Jeff Goldblum ). Eles fazem parte de um seleto grupo escolhido para visitar uma ilha habitada por dinossauros criados a partir de DNA pré-histórico. O bilionário idealizador do projeto, John Hammond ( Richard Attenborough ), garante a todos que a instalação é completamente segura. Mas, após uma queda de energia, os visitantes descobrem, aos poucos, que vários predadores ferozes estão soltos e à caça. Experiência: "Jurassic Park" nunca foi tão atemporal Já faz 25 ...

O Mecanismo: Entre polêmicas políticas e qualidade questionável

O Mecanismo talvez seja uma das séries mais esperadas deste ano pelos amantes do cinema brasileiro. Isso porque temos a participação na direção e criação José Padilha , aquele quem nos trouxe diversas produções em peso que repercutiram internacionalmente, tais como: Tropa de Elite 1 e 2 , Narcos , dentre outros. Vale ressaltar que estamos falando de uma obra polêmica, ficcional e que trouxe grandes repercussões das redes sociais, porém, mais por questões ideológicas do que pelos aspectos técnicos cinematográficos e narrativos da série. + Tropa de Elite (2007) | O retrato atemporal do Brasil O Mecanismo: Entre polêmicas políticas e qualidade questionável Nova série brasileira da Netflix chegou com controvérsias Além disso, a série recheou os trailers com a participação de Selton Mello , ator e diretor que nos encantou com diversas atuações em vários filmes icônicos nacionais: O Auto da Compadecida, Lisbela e o Prisioneiro, O Palhaço e O Filme da Minha Vida . Uma combinaçã...

Oscar 2018: Como uma canção chega ao Oscar? Entenda as indicações à "Melhor Canção Original"

Qual vencedora da categoria de Melhor Canção Original do Oscar você mais cantarola? “My Heart Will Go On”, de Titanic (1997)? “(I’ve Had) The Time of My Life”, de Dirty Dancing (1987)? “Let It Go”, de Frozen (2013)? Ou a recente “City of Stars”, de La La Land (2016)? É inegável que essas e muitas outras canções vêm à memória do público quando se pensa em cinema. Qual a sua aposta para 2018? Será que algum dos indicados consegue equiparar-se a esses já eternizados clássicos da música (e do cinema)? Oscar 2018: Como uma canção chega ao Oscar? Entenda as indicações à "Melhor Canção Original" Saiba mais sobre as regras da categoria e seus indicados à 90ª edição do prêmio Até então, é certo que a corrida está acirrada: enquanto alguns torcem para “Remember Me”, presente na animação da Pixar Viva - A Vida É Uma Festa , outros desejam que o muso indie-pop Sufjan Stevens leve a estatueta por “Mistery of Love”, canção que escreveu para o romance Me Chame Pelo Seu...

Oscar 2018: "Koe no Katachi" e o silêncio do desprezo

O prêmio de melhor animação na Academia é relativamente novo comparado com os de Melhor Filme e Melhor Roteiro. Com sua primeira premiação em 2002, com uma rápida pesquisa se nota que em dez anos de indicações, somente sete foram de países não norte americanos , isso sem contar os que detinham coproduções. E dessas indicações é contato o único vencedor “estrangeiro” do prêmio: A Viagem de Chihiro (2001) obra-prima do cinema e do cinema animado; após essa grande vitória temos um vácuo de cinco anos de não indicações e quinze anos sem premiações. E isso nos leva a comentar sobre o filme esquecido do ano que não levou nem uma indicação: Koe no Katachi, 2017 (A Silent Voice). Oscar 2018: "Koe no Katachi" e o silêncio do desprezo O que leva uma animação estrangeira ao Oscar? Por que "Koe no Katachi" está de fora? Koe no Katachi , filme de animação japonesa, conta a história de Shouya e seus amigos, que tem seus mundos de ensino fundamental mudados com a chegad...

Oscar 2018: Corra! e o terror que interessa á Academia

Um fato sabido por quem acompanha o Oscar: a Academia não costuma pôr filmes de terror entre os indicados, sobretudo na categoria principal da premiação. Apesar de algumas indicações em categorias técnicas ou de atuação nas primeiras décadas do evento, passaram-se mais de quarenta anos até que um longa do gênero alcançasse um lugar entre os pretendentes a Melhor Filme: a honra ficou com O Exorcista (1973), que acabou não levando a estatueta. Isso significa dizer que filmes como A Noite dos Mortos Vivos (1968) ou O Bebê de Rosemary (1968), além de outros marcos na história do cinema, não concorreram ao prêmio, ainda que este último tenha garantindo uma nomeação para Melhor Roteiro e uma vitória de Ruth Gordon como Atriz Coadjuvante. Mesmo grandes nomes, como Alfred Hitchcock , não viram suas obras chegarem lá ( Rebecca , de 1940, concorreu e venceu, mas não se encaixava no gênero), e o próprio diretor perdeu nas cinco vezes em que concorreu na categoria de Melhor Direção. Nem o ...

O Sacrifício do Cervo Sagrado (2017): com divina retribuição, Ele virá para salvá-los

Com uma atmosfera que remete a Iluminado , com seus travelings com O Único Plano de Fuga de Stanley Kubrick , planos captados com uma lente que lembra uma visão extracorpórea da rotina do bem-sucedido cardiologista Steve ( Colin Farrel ), O Sacrifício do Cervo Sagrado tenta atrair sua atenção neste mês de fevereiro.  O Sacrifício do Cervo Sagrado (2017)  Com divina retribuição, Ele virá para salvá-los A história acompanha o personagem de Farrel, que mantêm contato frequente com Martin ( Barry Keoghan ), que perdeu o pai na mesa de operação na qual Steve trabalhava. Quando Martin começa a não obter a atenção desejada pelo cirurgião, coisas estranhas começam a acontecer a seus filhos. Ao acompanhar a família do médico e suas relações intrínsecas, sentimos que cada plano carrega uma estranheza suspensa e crescente pelo uso do zoom; ele te intima a mergulhar em cada diálogo na mesa de jantar, em cada andança sem pretensões pela ala de um hospital ansiando por achar o err...

Brasil no Oscar: por que a Academia não quer que sejamos lembrados?

Em 2016, enquanto vibrávamos pela possibilidade de que Que Horas Ela Volta? surgisse nos indicados a Filme Estrangeiro, a surpresa foi o O Menino e o Mundo , de Alê Abreu , que foi indicado ao prêmio de Melhor Longa de Animação. O belíssimo filme de Alê ter chamado atenção da Academia é uma conquista interessante de se perceber, mas é uma incógnita no padrão de reconhecimento da associação. Esse ano, dois brasileiros estão no Oscar: Rodrigo Teixeira , produtor de Me Chame Pelo Seu Nome e Carlos Saldanha , diretor de Touro Ferdinando - que provavelmente estarão lá só pra assistir a premiação. Brasil no Oscar: por que a Academia não quer que sejamos lembrados? Tem brasileiro no Oscar, mas provavelmente nunca ganharemos um É sempre bom lembrar que o Oscar não é pensado por críticos e cinéfilos, mas necessariamente por representantes da indústria cultural dos Estados Unidos. O cinema "roubado da Europa" no pós-guerra se tornou um dos produtos internos mais exportáveis ...

Uma obra de arte sobre o sertão

Faz um tempão desde que uma obra dessas de cinema conseguisse retratar as realidades do sertão como essa faz. Não se avexe por conta do início do filme, homi, tenha nervo, o roteiro é caprichado e essa história vai te amarrar, você vai vê, avia já já. Se aprochegue, não vá ficar abestalhado fazendo outras coisas enquanto assiste, porque se tu dorme no ponto em terra de calango... Num venha dizer que eu não te disse!   A fotografia é caprichada, contempla diversas paisagens arretadas, lindas, de ficar com os zói grudado na tela. Quem fez conhece bem a terra! Foge daquela insistência chata de ficar mostrando só miséria, fome, morte, miséria, fome, morte... Como se só existisse isso pra mostrar. Tem muito, sabe? Mas num é assim também não. Filme de bala tem que ter. Mas num tem só isso não. E olhe que nesse filme aqui, meu amigo, é bala pra dar e vender. É tudo rápido, violento, corrido, cru. Não tem tempo pra efeito especial de gringo de câmera lenta e nhem, nhem, nhem. Nã...

A Primeira 'Ghost Story' de David Lowery

A indústria do terror nos ensinou algumas imagens do que seria um fantasma, e o conceito mais "infantil" é tão filosófico quanto a ideia do retorno de alguém do pós-vida. A figura do fantasma sob um lençol é a exemplificação do mistério em sua essência: alguém que não vemos, mas sabemos que está ali. Sobre uma série dessas questões, o diretor e roteirista David Lowery fez um dos mais carinhosos e amedrontadores filmes do ano, A Ghost Story , que não foi lançado nos cinemas brasileiros. No filme, Casey Affleck é um fantasma que perambula debaixo de um lençol pelo tempo. Lowery é um fã declarado de sua experiência enquanto "imaginador", e se isso não está muito evidente em Amor Fora de Lei , é lindo que esteja no filme sobre um fantasma que contempla o próprio tempo na espera de alguém ou algo para partir.    Sessão Curtas    #03 Há uns dois meses, Lowery publicou no seu blog pessoal seu primeiro contato com audiovisual, um curta-metragem de dois minutos...

OKJA: A Indústria e o "Vilão Social"

O objetivo mais aparente de ‘Okja’ (polêmico lançamento da Netflix dirigido pelo sul-coreano Bong Joon-Ho) é contar uma história de amor. A superporca Okja, embora produto desenvolvido pelo mecanismo do capital, possui sentimentos que nenhum cachorro de estimação é capaz de ter. Para que essa história faça seu sentido emocional, Okja é quase um humano, capaz de matematizar soluções para salvar quem ama e de ter uma noção do mundo mais abrangente que qualquer outro animal na Terra. Essa aventura dualiza, porém, com a vontade de criticar o sistema responsável por Okja: a indústria alimentícia.  É claro, portanto, que a obra possua uma personalidade óbvia diante tantas plateias ao redor do mundo; situação incitada pelo lançamento que ocorreu de modo surpreendentemente simultâneo. Era meia noite na Coréia do Sul, 8 da manhã na Califórnia, quando estreou meio-dia em ponto na plataforma brasileira. Essa universalidade permite que o filme tenha essa cara unicamente crítica a compre...

'Guardiões da Galáxia' e a piada de James Gunn

Obs: o texto contém spoilers de 'Guardiões da Galaxia Vol. 1 e 2', de James Gunn Há um momento muito peculiar nesse volume 2 dos Guardiões que traduz de modo muito cômico o porquê de suas aventuras serem tão interessantes: a cena em que o inflado Taserface manda um recado por Ayesha para que seu nome 'intimidante' seja lembrado ao inimigo. O nome cafona, como o roteiro já havia dito antes, causa um efeito cômico nos personagens. Mas, naquele momento específico, a tensão da cena nos faz esquecer disso. Já estamos convencidos que ele assumiu essa loucura e sua ouvinte parece robusta demais para expressar qualquer reação. Ayesha, porém, segura o riso até não conseguir mais prendê-lo; a trilha alta pausa para ouvirmos sua risada atrapalhada pelos lábios. Em seguida, enquanto a plateia ainda ri copiosamente, a trilha volta e a ação é retomada no exato ponto em que parou. Ninguém se recuperou ainda.  É fácil perceber que não há qualquer verossimilhança nessa cena. A...