"A esperança dança na corda bamba de sombrinha E em cada passo dessa linha pode se machucar A esperança equilibrista sabe que o show de todo artista Tem que continuar" Parece ser isso que Pacarrete quer dizer quando grita enfurecida pelas ruas de Russas, no interior do Ceará, que “o artista nunca deve deixar os palcos”. Claro, o contexto da canção famosa na voz de Elis Regina é bem mais violento. Lançada pouco depois à revogação do AI-5, a canção reverberava os anos de chumbo, onde a cultura em seu estado de denúncia conseguiu atravessar o período de censura explícita que vivia os anos 1970. O artista não se calou apesar da repressão e ficou lá, pelos cantos ou nos palcos, cantando, filmando, dançando, ou simplesmente gritando contra o silêncio, exatamente como Pacarrete o faz para defender sua existência durante maior parte de sua história na tela. Pacarrete: uma comédia sobre o cansaço de sonhar A história de uma paixão pelo balé que encantou Xangai, Gra...
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