“Nós ainda temos direitos sob o personagem… que tal fazer um filme em live action ?”. Provavelmente foi com pensamento semelhante que os executivos da Universal Studios decidiram prosseguir com “Pica-Pau” (2017), longa-metragem que resgata o famoso personagem televisivo — há tempos sob as garras da gigante do entretenimento —, desta vez com um apelo diferente e mais adequado ao público infantil moderno. A decisão segue uma tendência explorada anteriormente em filmes como “Zé Colmeia” (2010), da Warner, e “Os Smurfs” (2011), da Sony Pictures, o que acaba por não surpreender de forma alguma; a sensação que o filme deixa, no entanto, é de que não deveria ter deixado a sala de edição, de tão imaturo (apesar da idade do público-alvo) que encontra-se em diversos aspectos. A empreitada de “Pica-Pau” ignora todo o universo já existente do personagem, deixando de lado personagens e piadas de sucesso, que poderiam ter s...
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