Quando tudo parece se ajustar, é incrível como, vez ou outra, a vida te dá mais uma rasteira, criando uma sucessão de tragédias, que, na teoria, pareciam fáceis de resolver, enquanto que, na prática, as coisas ficam ainda piores. Exatamente com essa ideia em mente que A Rainha de Copas se desenrola em seu drama que mostra uma família ficando podre por dentro quando uma criança e sua madrasta começam uma relação íntima, sem o pai descobrir, obviamente. Dona de um coração gigante, pronta para resolver os problemas dos outros, enquanto esquece dos seus, Anne personifica o estudo perfeito de personagem. Suas camadas vão surgindo com o desenvolvimento do filme, logo que vamos descobrindo aos poucos os seus pecados do passado e desejos para o futuro. Sem diálogos óbvios, o roteiro pontua como ela é um ser humano cheio de falhas, ainda que se esforce para ser a melhor mãe e esposa. A Rainha de Copas: O mal-estar do amor CRÍTICA O mérito é ...
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