1972. Caetano Veloso voltava de seu amargo exílio e lançava “Transa”, álbum dos mais intensos e “objetivos” de sua carreira. 2018. Silva, chamado simplesmente desse jeito, retorna ao campo autoral e lança “Brasileiro”, álbum que vai em contramão direta a toda a sonoridade que o colocou no mundo da música sete anos atrás. Não parece muito claro o que esses eventos podem ter em comum, mas há em torno deles dois Brasis que sangraram apesar de toda revolta e apesar dos curativos. Da Bahia ao Espírito Santo: a “Transa” de Silva A vontade de ser brasileiro Em Londres, Caetano lembra de um Brasil que era capaz de ir muito além do regime militar, da censura e do horror. Um Brasil que ainda é muito lindo por tudo que produziu, pelas pessoas, pelos sons únicos, por uma história pulsante em torno da música, da arte. “Transa” me parece uma colcha de retalhos do que é ser brasileiro, ou baiano, como nunca escondeu seu autor. You Dont Know Me , It’s a Long Way e Triste Bahia...
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