Dentro do gênero de comédia no cinema, é impressionante a capacidade de produções do tipo destinadas à praça familiar (mesmo que nem sempre sejam adequadas para tal) de se estabelecer com uma vertente da indústria, ainda que muitos destes longa-metragens nem devessem sair do papel. É o caso de “Pai em Dose Dupla”, empreitada estrelada por Will Ferrell e Mark Wahlberg em 2015 que, tomando para si outro gênero bastante lucrativo, o de "holiday movies" — filmes ambientados entre o Dia de Ação de Graças norte-americano e o Ano Novo — conquistou uma constrangedora sequência dois anos depois. Crítica: Pai em Dose Dupla 2 (2017) Comédia natalina é constrangedora A receita parece fácil: basta acrescentar comediantes rentáveis em situações familiares absurdas, com cenários que possam ser explorados (há quase sempre uma viagem para algum lugar interessante) e algumas piadas de mau gosto envolvendo linguagem imprópria (ainda que crianças também sejam parte do alvo da produç...
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