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Mostrando postagens com o rótulo Arthur S. Gadelha

Baseado em musical da Broadway, filme "Cats" abre com 9% de aprovação no Rotten Tomatoes

Finalizado às pressas para entrar na corrida pelo Oscar 2020, o filme musical Cats teve sua primeira exibição pública nesta semana nos EUA. Na noite de ontem, 18, o perfil do filme no portal de críticas Rotten Tomatoes abriu a reação da imprensa apontando para 9% de aprovação com 16 reviews compiladas. Até o fechamento desta matéria, o perfil está atualizado com 56 reviews e a taxa de aprovação de 14%. O site é conhecido por reunir críticas dos principais portais dos EUA e Inglaterra para construir perfis dos filmes lançados em circuitos e festivais de cinema fazendo um balanço de aprovação da imprensa.  Baseado em musical da Broadway , filme "Cats" abre com 9% de aprovação no Rotten Tomatoes Dirigido por Tom Hooper, musical tem lançamento previsto para 25 de dezembro Tom Hooper dirigiu filmes como Discurso do Rei , A Garota Dinamarquesa e Os Miseráveis , musical indicado ao sete oscars e vencedor de três, incluindo Melhor Atriz Coadjuvante para Anne Hathaway . Pa...

Listas 2018: Melhores Clipes Brasileiros

Num ano tão louco para o Brasil quanto 2018, a arte permaneceu na contramão do óbvio e entregou grandes obras nas diferentes narrativas. Na esfera musical, cantores clássicos, jovens e passageiros dividiram o espaço com o lançamento de singles e álbuns inéditos. Aproveitando a expansão que o Quarto Ato passou no segundo semestre, confira abaixo uma seleção do que melhor une a mensagem das músicas com o poder do cinema; os melhores clipes brasileiros de 2018: Listas 2018: Melhores Clipes Brasileiros Lugar onde a primeira e a sétima arte se encontram 10. O Que Se Cala | Elza Soares Elza não para, o seu tempo é "now", como diz no último documentário experimental lançado em 2014. Mesmo com esse histórico, não esperava que conseguisse repetir igualmente a dose cavalar de "A Mulher do Fim do Mundo", e conseguiu. "Deus é Mulher", lançado esse ano, evoca o grito feminista de modo único a Elza, porque faz dessa imagem a de uma Deusa, entrelaç...

Editorial. O show de todo artista tem que continuar

O cinema brasileiro viveu momentos de terror em sua história, períodos de ameaça explícita ou modesta, afetando de todo modo sua imposição diante a ampla participação do produto estrangeiro. Na década de 30, um acordo feito entre o governo brasileiro e os EUA previa a importação sem taxas de filmes norte-americanos, e essa relação entre estratégias políticas e a cultura nacional viveu maior parte em conflito. A ameaça concreta mais recente veio com a eleição de Fernando Collor , em 1989, tão próximo da redemocratização do país. Com a promessa de causar uma reforma no Brasil, deu fim às principais ferramentas de incentivo governamental à cultura entregando ao setor um longo período de apagão. Nos anos seguintes, os mesmos “progressistas” que comemoraram a atitude seriam vítimas de um episódio de confisco das poupanças bancárias inédita em nossa história. Editorial. O show de todo artista tem que continuar A eleição de Jair Bolsonaro à presidência do país traz dúvidas em relação à e...

Aniquilação: os dois lados do contato

Há pouco mais de quatro anos, Alex Garland era um nome pouco comentado nas rodas de cinema. Roteirizou e produziu Não Me Abandone Jamais e Dredd , ficções científicas bem distintas, até chegar em Ex_Machina , sua obra-prima. Com cara de filme independente, Garland ultrapassou muitas fronteiras com a revolta de uma vida robótica contemplada quase como força alienígena, e é nesse último conjunto de ideias que Aniquilação propõe perguntas profundas apesar de mal maquiadas. Os caminhos dessa aventura partem de Contato (1997)  e vão parar em Stalker (1979) , porque sensivelmente falam da mesma coisa. Aniquilação: os dois lados do contato Novo filme de Alex Garland é a promessa de um novo raciocínio ao gênero da ficção científica Lena ( Natalie Portman ) é uma das voluntárias a invadir a Área X, local que protege alguma fonte de energia ainda não compreendida pela ciência "norte-americana". Tudo que vai, jamais retorna. Clássico. Mas o que faz disso uma ideia sedut...

Spike Jonze: a criatividade que foi parar na Apple

A inventividade de Spike Jonze se firma em um grau de cinema quase tão caótico quanto o do Charlie Kaufman , se é que é possível compará-lo a alguém - não a toa conceberam Adaptação , uma obra-prima dos roteiros formulaicos americanos. Vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original por Ela , Jonze tem uma extensa carreira para além do cinema, produzindo e dirigindo curtas-metragens e videoclipes musicais.  Spike Jonze: a criatividade que foi parar na Apple Confira o comercial que o diretor de "Ela" produziu para o novo produto da Maçã Dentre as quase 90 produções de curtas durações, Jonze dirigiu grandes artistas e bandas, como Arcade Fire , Lady Gaga , Kanye West , Paul McCartney , Björk ... A influência musical em torno de sua filmografia é um espelho imediato da quantidade de projetos onde a música, ou a dança, dominam uma linguagem que constrói as histórias quase que a modo próprio. Pode até se dizer que o universo de Ela é originado de referenciais que convivemos...

Brasil no Oscar: por que a Academia não quer que sejamos lembrados?

Em 2016, enquanto vibrávamos pela possibilidade de que Que Horas Ela Volta? surgisse nos indicados a Filme Estrangeiro, a surpresa foi o O Menino e o Mundo , de Alê Abreu , que foi indicado ao prêmio de Melhor Longa de Animação. O belíssimo filme de Alê ter chamado atenção da Academia é uma conquista interessante de se perceber, mas é uma incógnita no padrão de reconhecimento da associação. Esse ano, dois brasileiros estão no Oscar: Rodrigo Teixeira , produtor de Me Chame Pelo Seu Nome e Carlos Saldanha , diretor de Touro Ferdinando - que provavelmente estarão lá só pra assistir a premiação. Brasil no Oscar: por que a Academia não quer que sejamos lembrados? Tem brasileiro no Oscar, mas provavelmente nunca ganharemos um É sempre bom lembrar que o Oscar não é pensado por críticos e cinéfilos, mas necessariamente por representantes da indústria cultural dos Estados Unidos. O cinema "roubado da Europa" no pós-guerra se tornou um dos produtos internos mais exportáveis ...

Ninguém sabe o que está filmando

Na última semana de 2017, corri para assistir os filmes brasileiros que acabei perdendo por diversas situações, e um deles foi "No Intenso Agora", de João Moreira Salles. Apesar de ficar desconfiado do recorte feito em torno de três "eventos" na década de 60 (quando evidentemente só um parece importar), o filme me deixou algumas marcas. A história do meio resgata um assunto que inclusive retornou a Cannes esse ano com o Formidável , ficção de  Michel Hazanavicius com Louis Garrel : as confusões de maio em 1968 na França, com foco no movimento estudantil que deixou marcas em toda a nossa história posterior.  Mas a abordagem de João Moreira Sales é quase inteiramente técnica ao resgatar imagens de arquivos para contar uma história tão conturbada de motivação. A câmera que rotineiramente filmaria um documentário se divide em várias anônimas, e não sabemos quem foi responsável por registrar tudo aquilo. Podemos sugerir, no entanto, que essas pessoas que filmaram ...

Lucky (2017) | Abraçar a finitude

Não imaginava que Lucky seria com tanta clareza um filme de despedida de Harry Dean Stanton , o homem silencioso do Paris, Texas , e o modo como a direção estreante de John Carroll Lynch embarca nesse desafio é intimamente aconchegante. Dentre os elementos escolhidos para distanciar essa temática da lógica extrema, a afetividade é um sentimento que só é forte por estar em ambos os lados; dentro e fora da tela. Um filme que se engrandece pelo contexto em que se origina e, por conta do destino, que se finaliza.  O ambiente construído ao personagem de Harry é estranhamente acolhedor apesar da escassez de informação quanto ao seu espaço e até mesmo de sua história reduzida ao limite. Lucky vive sozinho, sem família e sem qualquer trabalho, numa cidade de aparência esquecida quase que transportada dos faroestes bang bang . A única coisa que preocupa Lucky, um homem idoso, é sua rotina respeitada à risca. Durante 90 minutos, segue suas tarefas diárias conversando com amigos de m...

A Primeira 'Ghost Story' de David Lowery

A indústria do terror nos ensinou algumas imagens do que seria um fantasma, e o conceito mais "infantil" é tão filosófico quanto a ideia do retorno de alguém do pós-vida. A figura do fantasma sob um lençol é a exemplificação do mistério em sua essência: alguém que não vemos, mas sabemos que está ali. Sobre uma série dessas questões, o diretor e roteirista David Lowery fez um dos mais carinhosos e amedrontadores filmes do ano, A Ghost Story , que não foi lançado nos cinemas brasileiros. No filme, Casey Affleck é um fantasma que perambula debaixo de um lençol pelo tempo. Lowery é um fã declarado de sua experiência enquanto "imaginador", e se isso não está muito evidente em Amor Fora de Lei , é lindo que esteja no filme sobre um fantasma que contempla o próprio tempo na espera de alguém ou algo para partir.    Sessão Curtas    #03 Há uns dois meses, Lowery publicou no seu blog pessoal seu primeiro contato com audiovisual, um curta-metragem de dois minutos...

Mine (2016) | "Por que você veio a esta guerra?"

Talvez mirando em 127 Horas , os italianos Fabio Guaglione e Fabio Resinaro colocam Armie Hammer na pele de um soldado ilhado no deserto; sozinho, preso, e perdido nas memórias (em comparação direta). A solução para tornar esta numa história díspar, no entanto, é até surpreendente diante as impassibilidades que propõe o subgênero inserido de “guerras norte-americanas”. Na melhor das visões, Mine pode até ser sobre um homem que não consegue ir adiante, mas é principalmente sobre um homem que sequer sabe porque está preso. O resultado do discurso, no entanto, não é tão forte quanto a sugestão porque Mine quer ser “subgenérico”. Crítica: Mine (2016)  "Por que você veio a esta guerra?" Após falhar numa missão, Mike se perde pelas dunas até alcançar um campo minado; pisa sobre uma das minas e, de repente, não pode mais se mover. A narrativa entende que esse momento é uma quebra ao ritmo frenético que abre o filme e prepara bem o terreno até a ruptura. Quando essa ur...

E se Kevin Spacey não fosse Gay?

Nas últimas semanas, desde as denúncias de assédio contra o produtor Harvey Weinstein, o Facebook/Twitter transformou-se escancaradamente no episódio Hated in the Nation (3ª Temporada, Black Mirror). Assim como na trama, todo dia surgiam novos nomes para serem odiados nas redes sociais num escândalo que crescia gradualmente como se fosse roteirizado. Então chegamos em Kevin Spacey, o astro de ‘House of Cards’, acusado por Anthony Rapp (ator da nova série Star Trek) de um assédio cometido enquanto ele tinha apenas 14 anos. Então Kevin é gay, correto?  Kevin se pronunciou no Twitter afirmando sua sexualidade que até então foi “escondida” – e então, a carreira do ator despencou do dia para a noite culminando na sua recente “demissão” da própria Netflix. É uma reação da indústria que se espera contra atitudes opressoras e pedófilas, mas será mesmo que isso aconteceria nessa velocidade se Kevin não fosse gay? E se ele tivesse assediado uma garota, tipo... Woody Allen? Ro...

A Morte Te Dá Parabéns (2017) | A Ilusão do Mistério

É engraçado como a indústria americana enxerga na repetição um elemento de atração, de tornar a ficção “mística” por um roteiro escrito em “níveis” genéricos de imersão. Em A Morte Te Dá Parabéns , Tree vive o dia do seu aniversário várias vezes porque é sempre assassinada ao fim da noite por um alguém mascarado (que parece ter saído de Uma Noite de Crime , 2013). A missão, lógico, é descobrir quem teria razões para isso. E se já na abertura, com a vinheta “estilizada” da Universal Pictures, vem à mente Contra o Tempo (2011), não demora muito para reconhecer que ambos caem na mesma armadilha embora climaticamente distintos. Crítica: A Morte Te Dá Parabéns (2017) A Ilusão do Mistério O roteirista/quadrinista Scott Lobdell , conhecido por episódios da série animada de X-Men na década de 90, investe muito para que essa narrativa engessada pareça algo além do gênero firmado na mediocridade - aí as tentativas de entregar sequências de humor que ora só espelham um ambiente vindo ...

Darren Aronofsky e a utopia estética!

Pensei imediatamente em Ornitólogo , de João Pedro Rodrigues, quando saí da sessão de mãe! (de Darren Aronofsky). Isso porque em seus filmes mais recentes, ambos mascaram os “fetiches” religiosos como uma provocação aos símbolos que necessariamente existem em seus receptores. João Pedro fala de uma liberdade em mutação que ainda não existe na igreja como instituição, enquanto Aronofsky a observa como está e quer falar do mundo, mediar a humanidade ao que seria responsável por criar: o caos, o apocalipse – sabe essa tensão aí do Trump com a Coreia? Exatamente. Eu, na minha casa escrevendo esse texto, também sou culpado por ela .  Em  mãe! , porém, existem insistências para além da profecia que desvalorizam a mensagem. Jennifer Lawrence, a mãe sem nome, é bombardeada desde o início pelas “visitas” não convidadas e como solução imediata, é preciso martelar por horas que o seu lugar é de incômodo, de desconhecimento, e a ausência de ação passa a sucatear a ferramenta . ...