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Mostrando postagens com o rótulo horror

Pop Ritual: Aquele filme de monstros que surpreende

Precisamos prestar mais atenção no trabalho de Mozart Freire , cineasta cearense que tem se arriscado entre os gêneros para contar histórias diferentes, ainda que identificáveis. Em Pop Ritual , o diretor e roteirista explora a relação de um padre e de um vampiro, mantido preso em cativeiro pelo primeiro. Durante os minutos, o diretor mostra a rotina de ambos, sendo pontuada por momentos de raiva e de violência. Pop Ritual:  Aquele filme de monstros que surpreende    CRÍTICA   A tensão, em cima disso, é enfatizada através da fotografia azulada e cinza de Daniel Pustowka , que compreende o espaço e a tensão que aquele quarto, dentro da igreja, deveria ter. É um trabalho que traz uma atmosfera inspiradíssima em Guillermo del Toro , outrora inspirado em filmes dos monstros da Universal. Já a montagem, assinada por  Jônia Tércia e  Abdiel Anselmo , surge com uma habilidade técnica muito boa, principalmente quando são sequências de jump-scare, ...

Midsommar: Eclipse Oculto

Ari Aster rapidamente se tornou um dos nomes mais populares do terror contemporâneo. Sendo reconhecido em sua estreia com Hereditário , o diretor retorna, após um ano, para evoluir a sua técnica como contador de histórias e para emocionar e espantar as expectativas de seu público. A diferença, nesse caso, é sua evolução.  Midsommar - O mal não espera a noite:  Eclipse Oculto   CRÍTICA   Na jornada, Dani se encontra sozinha após um incidente tirar a vida de toda a sua família. Procurando apoio em seu namorado Christian, a moça logo se vê em uma depressão absurdamente sincera. Florence Pugh entra nessa como uma canalizadora de dores que logo de cara emociona quem a confere. Seus diálogos e risadas são autênticas, mas é no choro e desespero que ela se destaca, colocando Toni Collette , protagonista de Hereditário,  em segundo plano.  Quando Pelle, colega sueco do casal, convida os amigos para uma celebração de verão na aldeia em que cresc...

Nós (2019) | Ninguém solta a mão de ninguém

Nós , novo filme de Jordan Peele , é mais uma aula necessária sobre o atual momento dos Estados Unidos na Era Trump. Podendo ser traduzido facilmente como United States , o longa Us  é um exemplo de obra que já nasceu relevante, apesar das tristes razões que motivaram a sua existência. Assim como Os Oito Odiados , Infiltrado na Klan e Corra! , Nós é relevante, cru e socialmente importante. + Crítica: Os Oito Odiados (2016) | Entre a surpresa e o cansaço + Crítica: Corra! (2017) O Passado "Moderno" Depois de lançar Corra! , o diretor retorna confiante na própria visão, visto que, mais uma vez, mistura com bastante esmero e equilíbrio os gêneros como comédia e horror. Desta vez, o seu roteiro acompanha uma família de férias na praia e enfatiza, mesmo com todo ambiente divertido, uma atmosfera angustiante, como se algo estivesse muito errado ao redor dos personagens. Quando uma família surge na porta dos protagonistas, a vida do casal e dos filhos entra em uma e...

Halloween (2018) | Novo filme da franquia se mostra como o mais competente longa depois do original

Sejamos honestos. John Carpenter , diretor de Halloween , O Enigma de Outro Mundo , Fuga de Nova York , Eles Vivem e tantos outros, é um gênio da sétima arte. Sua capacidade para criar horror, medo e desespero entre os seus personagens (e público) serve de inspiração até hoje para muitos diretores que, mesmo distante do terror, compreendem que a tensão deve fazer parte de uma história. Um desses nomes é David Gordon Green , diretor da comédia Segurando as Pontas e do novo Halloween , que conta com o retorno da screem queen (ou rainha do grito) Jaime Lee Curtis . Na continuação, que se passa 40 anos após o original de 1978, o diretor opta por ignorar todas as sequências e assume que Michael Myers ficou preso durante todas essas décadas. Depois de conseguir escapar, o psicopata vai atrás daquela que conseguiu sobreviver ao massacre do primeiro filme. É uma continuação como Pânico 4 , que pode ser visto tranquilamente sem ter conferido todos os outros que intercalam o primeiro e...

Papillon (2018) | Suspense aposta nos astros para uma jornada brutal de sobrevivência

Henri Papillon Carrière ficou preso durante 11 anos no lugar batizado como Ilha do Diabo. Nesse período, não teve um dia em que ele não pensou em escapar, já que havia sido condenado injustamente, segundo o registro publicado em seu livro. Essa aventura rendeu uma versão cinematográfica em 1973 estrelada por Steve McQueen e Dustin Hoffman . Com Charlie Hunnam e Rami Malek nos papeis principais da vez, o diretor  Michael Noer e o roteirista Aaron Guzikowski recontam a história se baseando mais no roteiro escrito por Dalton Trumbo do que no próprio livro escrito por Henri. Isso se deve a grande polêmica conspiratória que surgiu com o passar das décadas, a qual Henri, protagonista de ambas as versões, foi acusado inúmeras vezes, logo após a sua morte, de ter criado uma ficção e ter se apropriado da jornada de um outro homem da prisão. Noer não toma partido desse caso e o torna mais palatável para o século 21. Ele não questiona o protagonista e recria a versão anterior co...

Venom (2018) | Depois de Esquadrão Suicida, mais um filme de antagonista ganhando o protagonismo chega aos cinemas

Em um ano que em tivemos a força da representatividade protagonizada por um herói negro e a união de um dos maiores grupos de todos os tempos, não resta dúvida que a responsabilidade de Venom de ser, no mínimo, divertido era injusta. No entanto, é inegável que o filme, dirigido por Ruben Fleischer , o mesmo de Zumbilândia , é o mais fiel de todos os longas adaptados de quadrinhos de 2018. Venom é descaradamente uma obra da nona arte dos anos 1990. E é exatamente por isso que é tão ruim. Concebido por Todd McFarlane para vender bonecos e capas variantes dos gibis do Homem-Aranha, o personagem deu as caras pela primeira vez em 1988, logo após a saga Guerras Secretas. O antagonista se tornou popular entre os fãs por causa do visual diferente e grotesco, que, convenhamos, é incrível. Mas isso não garante muito conteúdo, como observamos nos quadrinhos solo do personagem, que possuem diálogos terríveis, cenas de ação confusas e uma série de coadjuvantes descartáveis. É um personagem...

A Freira (2018) | Divertido em sua essência, pouco assustador em seu resultado

Não é todo mundo que consegue criar um universo expandido nos cinemas. A Universal, por exemplo, falhou miseravelmente ao lançar A Múmia , o primeiro de uma série de outros longas que se conectariam em uma obra que uniria todos os personagens de monstros da marca, como o Drácula, Lobisomem etc. Depois do fracasso do filme protagonizado por Tom Cruise , todo o planejamento foi jogado fora. Por outro lado, James Wan , um dos mais competentes diretores dessa geração, teve visão de longo alcance. Ao criar uma série de monstros e histórias arrebatadores nas aventuras do casal Ed e Lorraine Warren , nos maravilhosos Invocação do Mal 1 e 2 , o diretor, ao lado do seu time de roteiristas, planejou filmes derivados e que, apesar de não se concentrarem em tramas baseadas em fatos, conseguem ser intensos justamente pela construção narrativa que Wan tanto preza. Depois de um medíocre Annabelle e de um bom Annabelle 2: A Criação do Mal , A Freira surge para expandir ainda mais esse unive...

Invocação do Mal 2 (2016) | Horror Oldschool

The Conjuring 2 (EUA) “ Invocação do Mal ” de 2013 foi coeso ao apresentar uma trama baseada em fatos que conseguiu assustar, ser bem realizado e ter uma inventividade cinematográfica que recriou o gênero de terror na década. A continuação, felizmente, prossegue em revelar as suas originalidades e particularidades específicas do diretor James Wan . No seguimento, o casal Warren retorna sete anos depois com pequenas citações ao primeiro filme. Temos um envolvimento maior com Ed, Lorraine e com a família que sofre os casos. A diferença, no entanto, é o ambiente. Largamos o tradicional horror de uma casa abandonada no meio do nada para uma Londres com o desemprego constante (consequência do governo Thatcher), com o punk em ascensão e com a juventude rebelde para a pressão de uma mãe sem apoio. Inclusive, a tradicional história da mãe com uma responsabilidade é duplicada. O desafio de diversos filmes do gênero são concentrados em apresentar mulheres fortes, traídas e mãe...