Pensei imediatamente em Ornitólogo , de João Pedro Rodrigues, quando saí da sessão de mãe! (de Darren Aronofsky). Isso porque em seus filmes mais recentes, ambos mascaram os “fetiches” religiosos como uma provocação aos símbolos que necessariamente existem em seus receptores. João Pedro fala de uma liberdade em mutação que ainda não existe na igreja como instituição, enquanto Aronofsky a observa como está e quer falar do mundo, mediar a humanidade ao que seria responsável por criar: o caos, o apocalipse – sabe essa tensão aí do Trump com a Coreia? Exatamente. Eu, na minha casa escrevendo esse texto, também sou culpado por ela . Em mãe! , porém, existem insistências para além da profecia que desvalorizam a mensagem. Jennifer Lawrence, a mãe sem nome, é bombardeada desde o início pelas “visitas” não convidadas e como solução imediata, é preciso martelar por horas que o seu lugar é de incômodo, de desconhecimento, e a ausência de ação passa a sucatear a ferramenta . ...
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