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Mostrando postagens com o rótulo #Curtas

Pop Ritual: Aquele filme de monstros que surpreende

Precisamos prestar mais atenção no trabalho de Mozart Freire , cineasta cearense que tem se arriscado entre os gêneros para contar histórias diferentes, ainda que identificáveis. Em Pop Ritual , o diretor e roteirista explora a relação de um padre e de um vampiro, mantido preso em cativeiro pelo primeiro. Durante os minutos, o diretor mostra a rotina de ambos, sendo pontuada por momentos de raiva e de violência. Pop Ritual:  Aquele filme de monstros que surpreende    CRÍTICA   A tensão, em cima disso, é enfatizada através da fotografia azulada e cinza de Daniel Pustowka , que compreende o espaço e a tensão que aquele quarto, dentro da igreja, deveria ter. É um trabalho que traz uma atmosfera inspiradíssima em Guillermo del Toro , outrora inspirado em filmes dos monstros da Universal. Já a montagem, assinada por  Jônia Tércia e  Abdiel Anselmo , surge com uma habilidade técnica muito boa, principalmente quando são sequências de jump-scare, ...

A Primeira 'Ghost Story' de David Lowery

A indústria do terror nos ensinou algumas imagens do que seria um fantasma, e o conceito mais "infantil" é tão filosófico quanto a ideia do retorno de alguém do pós-vida. A figura do fantasma sob um lençol é a exemplificação do mistério em sua essência: alguém que não vemos, mas sabemos que está ali. Sobre uma série dessas questões, o diretor e roteirista David Lowery fez um dos mais carinhosos e amedrontadores filmes do ano, A Ghost Story , que não foi lançado nos cinemas brasileiros. No filme, Casey Affleck é um fantasma que perambula debaixo de um lençol pelo tempo. Lowery é um fã declarado de sua experiência enquanto "imaginador", e se isso não está muito evidente em Amor Fora de Lei , é lindo que esteja no filme sobre um fantasma que contempla o próprio tempo na espera de alguém ou algo para partir.    Sessão Curtas    #03 Há uns dois meses, Lowery publicou no seu blog pessoal seu primeiro contato com audiovisual, um curta-metragem de dois minutos...

O surreal de Tim Burton e Christopher Nolan

Em suas respectivas estéticas e desafios, Tim Burton e Christopher Nolan cresceram como grandes cineastas. Burton recebeu atenção logo no início da carreira, entre as décadas de 80 e 90. Assim como Nolan, só que filho do século XXI - mais precisamente depois do sucesso de "Batman Begins" . Independente de contradições narrativas que parecem estar passando, ambos ainda permanecem com grande atenção de mídia e público. E se hoje já somos capazes de apontar o que os define como cineastas, voltar no tempo só confirma tudo isso - dois pequenos e brilhantes curtas provam isso. Vincent (1982), de Tim Burton O primeiro curta de Tim Burton denuncia seu interesse genuíno por stop-motion e principalmente pelo surrealismo poético atrelado às sombras do terror - o ídolo que lhe acompanharia pelo resto da carreira surge aqui de modo ensurdecedor: Edgar Allan Poe. E, se tudo isso não bastasse, Vincent é o próprio Burton (é costume se por nos próprios personagens) devaneando so...

Sal, Duna, Lamparina | Denúncia de um país contraditório

O curta de Germano de Sousa documenta a história de Dona Maria do Celso e dos simpáticos moradores de Ponta do Mangue, uma comunidade rodeada de grandes dunas de areia e sossego. O estilo de vida do grupo de maranhenses lembra o da maioria dos brasileiros dos séculos passados, cuja sobrevivência advinha da criação de animais e da captação de água de poços. Tendo como luz noturna apenas as estrelas do céu e as lamparinas a base de óleo diesel, os habitantes da região vivem onde o progresso aparenta não ter chegado.  Sob as lentes profissionais do cineasta, a denúncia de um país contraditório: lar, ao mesmo tempo, de metrópoles desenvolvidas e de gente sem energia elétrica. A comunidade, liderada por Dona Maria, e em conjunto com outras que vivem sob circunstâncias similares, clama o cumprimento de um de seus direitos básicos. Em 19 minutos, Germano capta as belezas de um Maranhão marginalizado, esquecido, ofuscado, dando àquela gente amável uma voz e uma pitada de esperança...

A Existência do “Tempo”

Como será a vida de quem não baseia suas atividades nos ponteiros do relógio? Foi a partir desse pensamento que a psicóloga e pesquisadora Dauana Vale, 33, desenvolveu o documentário “O Tempo Inhamuns”, rodado em 2013. O interessante projeto comprova como a rotina imposta pelos padrões sociais e horários depende da realidade e localização do indivíduo.                  Dauana é formada em Psicologia pela Universidade de Fortaleza, e membro do laboratório de estudos sobre ócio, trabalho e tempo livre (Otium). Natural de Tauá, suas pesquisas se direcionaram, desde 2012, à cidade de Inhamuns, sertão cearense, onde o curta documentário de aproximadamente 22min foi gravado.                  A intenção do projeto é demonstrar como os fatores “tempo” e “cotidiano” são frutos da sociedade contemporânea localizada em grandes cent...