Quando Blade Runner, o Caçador de Andróides chegou aos cinemas, em 1982, a indústria cinematográfica não estava preparada para um filme do tipo. Misturando ficção científica com cinema noir , o longa-metragem sofreu vários cortes em seu conteúdo; repleto de questionamentos filosóficos sobre a existência humana e o futuro da sociedade. A versão final e menos maniqueísta do diretor Ridley Scott ( Alien, o Oitavo Passageiro [1989], Perdido em Marte [2015]) só seria lançada 25 anos depois, sob a denominação de “final cut” . Crítica: Blade Runner 2049 (2017) O novo êxito do biônico sensível Diante de um universo tão rico e capaz de carregar reflexões urgentes sobre os caminhos da humanidade e da tecnologia, Blade Runner 2049 , torna-se um investimento ousado mas que se prova certeiro, tanto em termos de bilheteria quanto da necessidade artística e narrativa de se fazer cinema. Honrando o material original, essa sequência, que levou 35 anos para acontecer, traz ...
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