O início do filme já se apresenta emblemático. A voz da narração, que é trabalhada através de mixagem técnica para ficar mais grave do que a que o ator Wagner Moura de fato tem, traz uma ideia de poder, mas também de estresse. Essa estética é digna deste protagonista, alguém notoriamente cansado de dar murros em ponta de faca. A história complexa, mas contada de forma genialmente simples, carrega uma proposta curiosa em seu enredo: um capitão do BOPE (Moura) precisa de um substituto a sua altura, Neto ( Caio Junqueira ) e Mathias ( André Ramiro ), dois grandes amigos e policiais, com qualidades completamente antagônicas, passam por uma verdadeira jornada contra o sistema corrupto da polícia militar para tentar se tornarem esse novo membro do batalhão de operações especiais. A apresentação dos elementos da trama é de uma fluidez única, respeitando sua arbitrariedade na forma de contar a história em duas vertentes que revezam e se encontram durante o filme: as problemáticas pess...
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