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Mostrando postagens com o rótulo Delano Amaral

Aquaman (2018) | Mais Disney que a própria Marvel

Dirigido por James Wan , e quebrando um pouco da estética fílmica da “Dinastia Snyder” dentro do Universo DC, Aquaman é um prato cheio para os amantes de referências, carregado de diversos elementos da cultura pop ao longo dos anos.  O filme conta a história de um dos heróis que mais sofreu preconceito na “zoeira” das redes sociais por sua importância e relevância dos seus poderes dentro do mundo de heróis colossais composto pela Liga da Justiça. Bem, dessa vez chegou a hora do rei dos sete mares reinar e, felizmente, a Warner não falhou com os fãs, como fez em filmes passados como Esquadrão Suicida . Primeiramente, se antes havia alguma dúvida, certamente é difícil pensar em outro alguém para viver o Aquaman que não Jason Momoa , que se entrega por completo ao personagem, colocando nele elementos inéditos mesclado aos clássicos que reforça o carisma do herói. A atuação em geral do filme é bastante positiva, com uma coletividade guiada na forma de atuação que reforça os asp...

Guerra nas "Estrelas": Bolsonaro é o nosso Kylo Ren

Esse clichê acima é uma verdade universal. Porém, nos filmes de aventura quando chegam ao fim sem um final feliz, já esperamos uma continuação. Quase sempre, né? Tem suas exceções, mas a regra é basicamente essa. Será que a vida é assim também? Faz bem ao coração pensar que sim. Sempre que nos encontramos em uma situação cruel queremos que tudo passe logo, queremos muitas vezes não precisar passar por aquilo... Mas precisamos. Queremos que nossa vida fosse um filme gentil de aventura, mas, atualmente, em tempos difíceis como estamos, está algo mais próximo de Game Of Thrones e a ascensão de Jofrey. Será?  Guerra nas "Estrelas": Bolsonaro é o nosso Kylo Ren A vida imita a arte e a arte imita a vida.  Um bom exemplo bastante próximo de nossa realidade é Star Wars . O final do Episódio VIII tudo parecia perdido. Alguns heróis se foram, o inimigo estava consolidado e as novas esperanças estavam fragmentadas e desnorteadas, com a liderança abalada. O novo inimigo nasce ...

O Doutrinador (2018) | Um início otimista para filmes brasileiros de herói

Miguel (Kiko Pissolato) é um policial de uma divisão especial do distrito federal que, ao perder a filha em uma fatalidade que é reflexo de múltiplos fatores negativos enraizados a nível nacional, questiona a forma de realizar seu trabalho dentro da polícia. Sedento por uma justiça banhada de vingança, Miguel, aos tropeços do destino, torna-se o Doutrinador, um anti-herói que almeja acabar com a corrupção brasileira com as próprias mãos. Crítica:  O Doutrinador (2018) Um início otimista para filmes brasileiros de herói A introdução surpreende aqueles que chegaram despretensiosos, criando um pico de expectativa alarmante. Para os amantes de anti-heróis sombrios, este momento torna-se ainda mais agradável. Pequenas sensações nos interligam com o protagonista rapidamente, olhamos em seus olhos saltados de indignação e podemos ouvir seus pensamentos. O que fica preso na cabeça dele, fica preso, por vezes, na nossa, em nossa rotina, é impossível fugir das desventuras diárias n...

Arranha-Céu: Coragem sem Limite (2018) | Ação às alturas

Protagonizado por The Rock , ou Dwayne Johnson (como preferirem), que vem fazendo uma sequência de filmes nos últimos tempos, temos essa semana em cartaz o Arranha-Céu , dirigido por Rawson Marshall Thurber . Venhamos e convenhamos que Rawson não tem uma filmografia nada extensa, tampouco fez um daqueles filmes memoráveis… Mas o bom feijão com arroz, algo bem básico, muitas vezes nos parece suficiente.  Crítica: Arranha-Céu - Coragem sem Limite (2018) Roteiro funcional, ação às alturas A história é retratada através de um ex-militar americano, Will Ford (Dwayne Johnson), que perde sua perna em uma operação de resgate fracassada. Todavia, graças a esse evento, ele conheceu Sarah (Neve Campbell ), a cirurgiã que, além de salvar sua vida, tornou-se sua esposa e, junto a ele, teve um casal de filhos. Afastado das operações especiais por conta de sua deficiência, Will torna-se um especialista em segurança e consegue, através de um antigo amigo das operações especiais, avalia...

O Gangster (2008) | O questionamento de valores em dois universos antagônicos

Eis aqui mais uma obra baseada em acontecimentos reais, mais precisamente sobre a máfia que ocorria em Nova York, as consequências da Guerra do Vietnã e a corrupção policial na década de 70. Um filme que teve inúmeras indicações a diversos prêmios internacionais, como o Oscar, o BAFTA, o Globo de Ouro, dentes outros. Todas as indicações foram em várias áreas da produção cinematográfica, deixando aqui irrelevantes tantas citações sobre sua qualidade impressa através das múltiplas visões das academias internacionais. Crítica: O Gangster (2008) O questionamento de valores em dois universos antagônicos Frank Lucas ( Denzel Washington ) é o braço direito de um dos maiores líderes negros que controlam a máfia em Nova York. Após anos aprendendo com seu tutor, quem ele considerava um pai, Frank tenta ocupar seu posto depois do falecimento do mestre por causas naturais. Porém, ele não era o único com esta ambição. Nesse contexto, ele precisava conquistar, seja pela força ou por outro...

A Visita (2015) | Quando os pesadelos são reais

Do diretor do recente Fragmentado (2017) , filme que foi relativamente bem recebido tanto pelo público, como pela crítica, e do aclamado clássico O Sexto Sentido (1999) , M. Night Shyamalan apresentou em 2015 uma obra de suspense que é, no mínimo, curiosa: A Visita . Aos amantes da Netflix, esse filme está disponível no catálogo e vale à pena dar uma olhadinha. Principalmente para aqueles que sentem uma afinidade com suspense e outras obras do diretor. + Fragmentado (2017) Redenção de Shyamalan Crítica: A Visita (2015) Quando os pesadelos são reais O suspense conta a história de um casal de irmãos que vão passar alguns dias com seus avós, pais de sua mãe, porém eles nunca os conheceram, sequer os viram. Isso porque a mãe das crianças fugiu de casa quando ainda era muito nova com o pai delas, que abandonou toda a família alguns anos depois, gerando um grande impasse e conflito familiar. A garota, que é a mais velha do casal de filhos, pretende fazer um documentário filman...

Thanos e a complexidade de sua Guerra Infinita

Obs: esse texto contém spoilers de "Vingadores: Guerra Infinita" Há tempos que esperamos do Universo Cinematográfico Marvel um vilão a altura de seus heróis, e um roteiro que finalmente fuja de uma fórmula saturada que não funciona faz algum tempo. Criou-se uma aura poderosa no senso comum sobre o que poderíamos esperar, ou não, dos filmes de herói da Marvel. Estes foram taxados por muitos de infantis, seja pela paleta de cores na fotografia, pelas piadas constantes, ou pela simplicidade dos antagonistas e os desfechos dos principais filmes. Pois bem, os irmãos Russo conseguiram: a fórmula mudou consideravelmente e, talvez, a sua opinião ao assistir Guerra Infinita comece a mudar daqui pra frente. Thanos e a complexidade de sua Guerra Infinita Estamos diante do maior antagonista já encontrado em um universo cinematográfico de super herói? Para resolver essa problemática não tinha um segredo muito grande. Se não nos contentamos com a situação problema que os he...

O Mecanismo: Entre polêmicas políticas e qualidade questionável

O Mecanismo talvez seja uma das séries mais esperadas deste ano pelos amantes do cinema brasileiro. Isso porque temos a participação na direção e criação José Padilha , aquele quem nos trouxe diversas produções em peso que repercutiram internacionalmente, tais como: Tropa de Elite 1 e 2 , Narcos , dentre outros. Vale ressaltar que estamos falando de uma obra polêmica, ficcional e que trouxe grandes repercussões das redes sociais, porém, mais por questões ideológicas do que pelos aspectos técnicos cinematográficos e narrativos da série. + Tropa de Elite (2007) | O retrato atemporal do Brasil O Mecanismo: Entre polêmicas políticas e qualidade questionável Nova série brasileira da Netflix chegou com controvérsias Além disso, a série recheou os trailers com a participação de Selton Mello , ator e diretor que nos encantou com diversas atuações em vários filmes icônicos nacionais: O Auto da Compadecida, Lisbela e o Prisioneiro, O Palhaço e O Filme da Minha Vida . Uma combinaçã...

Logan: o início de uma “era de Oscar” dos super-heróis?

A franquia de filmes dos X-Men sempre teve uma fama de decepcionar seu público amante das HQs, com algumas raras exceções. Muitos acreditavam que esta poderia ser mais uma bomba no meio do caminho. Porém, já no trailer éramos convidados a dar mais uma chance a franquia, a acreditar mais uma vez, ou, como disse Hugh Jackman sobre seu personagem: uma última vez . A trilha sonora com a música “Hurt” de Johnny Cash parece que foi feita para a história; as frases de efeito e as diversas cenas que ambientam um “faroeste pós-mutantes” mexem com qualquer fã e prendem a atenção dos curiosos desavisados. Logan: o início de uma “era de Oscar” dos super-heróis? É a primeira vez que um filme de super-herói é indicado ao Oscar de Roteiro Adaptado Mas a indicação tão merecida refere-se a roteiro adaptado, escrito pelo diretor James Mangold , junto com Scott Frank e Michael Green . Esses nomes são bastante familiares se você foi atrás da ficha técnica de Wolverine: Imortal , que traumat...

Uma obra de arte sobre o sertão

Faz um tempão desde que uma obra dessas de cinema conseguisse retratar as realidades do sertão como essa faz. Não se avexe por conta do início do filme, homi, tenha nervo, o roteiro é caprichado e essa história vai te amarrar, você vai vê, avia já já. Se aprochegue, não vá ficar abestalhado fazendo outras coisas enquanto assiste, porque se tu dorme no ponto em terra de calango... Num venha dizer que eu não te disse!   A fotografia é caprichada, contempla diversas paisagens arretadas, lindas, de ficar com os zói grudado na tela. Quem fez conhece bem a terra! Foge daquela insistência chata de ficar mostrando só miséria, fome, morte, miséria, fome, morte... Como se só existisse isso pra mostrar. Tem muito, sabe? Mas num é assim também não. Filme de bala tem que ter. Mas num tem só isso não. E olhe que nesse filme aqui, meu amigo, é bala pra dar e vender. É tudo rápido, violento, corrido, cru. Não tem tempo pra efeito especial de gringo de câmera lenta e nhem, nhem, nhem. Nã...

A Babá (2017) | O nerd prova o seu valor

Logo na introdução somos apresentados a uma ambientação de colegial que respira o “American Way of Life” (O jeito de vida americano), impresso em uma fotografia saturada com luzes quentes e trilha sonora adolescente. O roteiro tem incluso os hormônios agitados da vivacidade juvenil, mas sem tropeços, com detalhes que tornam toda sua estrutura bastante enxuta ainda mais atraente à medida que revelam sua importância. A simplicidade da obra não a trás demérito, mas sim um entretenimento envolvente e fervilhante.  Crítica: A Babá (2017) O nerd prova o seu valor O filme apresenta a história que discorre, inicialmente, sobre diversas crises de um estereótipo de aborrescente nerd. Sempre estamos com o Cee, o protagonista. Por vezes, a câmera subjetiva nos põe no local dele, literalmente. Essa estética entrega seu público alvo, todos aqueles que se identificam com o garoto, que já viram aquelas cenas, mostradas pelos “seus olhos” (câmera). Para esse público, o filme respira uma no...

First They Killed My Father (2017) | O caos aos olhos de uma criança

A poesia em desejos, esperanças e ingenuidades impressa no ponto de vista de uma criança no meio do caos de uma guerra. Toda essa subjetividade transborda através do trabalho cheio de sensibilidade de todos os envolvidos com a obra. A direção de Angelina Jolie é bastante segura e sensitiva, digna de uma mulher de um talento artístico impecável que já viajou para diversos locais do mundo e presenciou vários tipos de injustiças sociais. De forma geral, ora nos sentimos na pele da protagonista, uma criança que enfrenta em seu país um regime comunista tendo que fazer tudo para sobreviver, ora assistimos suas aflições torturantes.  Crítica: First They Killed My Father (2017) O caos aos olhos de uma criança O simbolismo nos sonhos da criança é constante em todo o filme, amparado por uma direção de arte fabulosa, que se expõe de diversas formas e em ocasiões diferentes, dissertando os medos e desejos da criança. Essa subjetividade vai de pessoas fantasiadas de monstros que exp...

Tropa de Elite (2007) | O retrato atemporal do Brasil

O início do filme já se apresenta emblemático. A voz da narração, que é trabalhada através de mixagem técnica para ficar mais grave do que a que o ator Wagner Moura de fato tem, traz uma ideia de poder, mas também de estresse. Essa estética é digna deste protagonista, alguém notoriamente cansado de dar murros em ponta de faca. A história complexa, mas contada de forma genialmente simples, carrega uma proposta curiosa em seu enredo: um capitão do BOPE (Moura) precisa de um substituto a sua altura, Neto ( Caio Junqueira ) e Mathias ( André Ramiro ), dois grandes amigos e policiais, com qualidades completamente antagônicas, passam por uma verdadeira jornada contra o sistema corrupto da polícia militar para tentar se tornarem esse novo membro do batalhão de operações especiais. A apresentação dos elementos da trama é de uma fluidez única, respeitando sua arbitrariedade na forma de contar a história em duas vertentes que revezam e se encontram durante o filme: as problemáticas pess...

A Noite dos Mortos Vivos (1968) | O primeiro passo para uma horda de zumbis fãs

O pai de um elemento extremamente significativo, que marca a geração de uma cultura pop do final do século XX e começo do XXI, iniciou o seu legado no final da década de 60, através do filme The Night of the Living Dead (A Noite dos Mortos Vivos, 1968). Até então, não tínhamos – de forma consolidada - os “zumbis” como elemento fantástico do terror, tampouco um filme que retratasse a dinamicidade de um universo caótico criado por eles. Com o roteiro e direção de George A. Romero , o filme já se inicia de forma intensa, sem a necessidade de uma maturação da ideia desse novo ambiente caótico fantástico. Para o público da época, o filme tinha um ritmo fervilhante, com momentos de suspense e ação trabalhados de forma intrigante. Todavia, para o público do século XXI, certas coisas parecem confusas, como “até onde vai a inteligência de um zumbi?”, uma vez que o mesmo, para atacar uma mulher dentro de um carro, busca um objeto para auxílio. Acontece que, nessa época, certas ideias de ...