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Mostrando postagens com o rótulo Ficção Científica

Shaun, o Carneiro - O Filme - A Fazenda Contra-Ataca (2020)

Depois de uma estréia tímida na Europa e Estados Unidos, a Aardman, estúdio responsável por clássicos contemporâneos, como A Fuga das Galinhas e Wallace e Gromit: A Batalha dos Vegetais , se viu em uma situação de risco. Shaun, O Carneiro , apesar do sucesso de crítica em 2016, não tinha garantia que sustentasse o público do segundo filme, lançado no fim de 2019. Restou, então, engatar o filme nas estreias da Netflix, como aconteceu em março último. E não podia ser diferente: o filme tem o espírito do serviço de streaming. Com personagens infantis e história simples, a jornada dessa vez se concentra no grupo de carneiros do primeiro filme fazendo o possível e impossível para que um alien retorne ao seu lar. É como se fosse um episódio de TV. Não existe risco na trama, os personagens eventualmente se misturam em suas tramas paralelas e o fim não engata uma terceira parte, por mais provável que seja a sua possível existência.  Shaun, o Carneiro - O Filme - A Fazenda Contra...

Venom (2018) | Depois de Esquadrão Suicida, mais um filme de antagonista ganhando o protagonismo chega aos cinemas

Em um ano que em tivemos a força da representatividade protagonizada por um herói negro e a união de um dos maiores grupos de todos os tempos, não resta dúvida que a responsabilidade de Venom de ser, no mínimo, divertido era injusta. No entanto, é inegável que o filme, dirigido por Ruben Fleischer , o mesmo de Zumbilândia , é o mais fiel de todos os longas adaptados de quadrinhos de 2018. Venom é descaradamente uma obra da nona arte dos anos 1990. E é exatamente por isso que é tão ruim. Concebido por Todd McFarlane para vender bonecos e capas variantes dos gibis do Homem-Aranha, o personagem deu as caras pela primeira vez em 1988, logo após a saga Guerras Secretas. O antagonista se tornou popular entre os fãs por causa do visual diferente e grotesco, que, convenhamos, é incrível. Mas isso não garante muito conteúdo, como observamos nos quadrinhos solo do personagem, que possuem diálogos terríveis, cenas de ação confusas e uma série de coadjuvantes descartáveis. É um personagem...

Guardiões da Galáxia Vol. 2 (2017) | Criando laços mais íntimos

Guardians of the Galaxy  Vol. 2 (EUA) Durante a Comic Con Experience de 2016, James Gunn ofereceu um dos melhores momentos para mais de dois mil nerds no auditório principal. A festa, conduzida pelo diretor, começou com trailers exclusivos, passou por cenas longas do filme e finalizou com uma boa justificativa para fazer o Volume 2 com tanto amor. Nós, os nerds, cinéfilos, leitores de quadrinhos e o público em geral que se encantou com a proeza do primeiro, fomos a personificação da missão do diretor ao criar uma continuação que tratasse, mais uma vez, de família, já que somos uma. Foi caloroso, intenso e sincero. No entanto, o filme necessitava suprir tais demandas. E assim, foi um salto, como o de Sheer Heart Attack até A Night at the Opera da banda Queen.  + Guardiões da Galáxia (2014) | Marvel Sendo Marvel Volume 2 , por mais original que fosse em sua trilha sonora, personagens e universo, exigia uma continuação que justificasse. O Baby Groot não seria suficie...

Resident Evil 6: O Capítulo Final (2017) | A conclusão provisória

Resident Evil - The Final Chapter (EUA) Videogames possuem a fama de não renderem bons filmes. O problema seria os idealizadores, como pode ser apontado no recente Assassin’s Creed , ou as mídias simplesmente não funcionam em compatibilidade. Resident Evil 6: O Capítulo Final , lado a lado com Retribuição , garante a especialização em adaptar games para os cinemas, com muita liberdade criativa em evidência e estilo. + Assassin's Creed (2017) | Oportunidade mal aproveitada O roteirista e diretor Paul W.S. Anderson , já experiente em criar transposições de jogos desde 1995 com Mortal Kombat , retorna aqui com a inspiração correta de finalizar a franquia que ele começou no início dos anos 2000. Lá, com machismo, roteiro falho, CGI de segunda e reviravoltas constantes marcaram a época que o cinema tinha a consequência do brega da década anterior. Hoje, 15 anos depois, o diretor compreende a essência dos jogos ao trazê-los paras os cinemas, assim como a própria Capco...

Passageiros (2016) | O clichê honesto

Passengers (EUA) Passageiros certamente possui uma das tramas mais genéricas dessa temporada pré-Oscar. Sequências, ideias, conceitos e discussões retiradas de inúmeros filmes que estudam a solidão no desconhecido do espaço, o que traz a sensação de repetição logo quando os créditos começam a surgir na tela. No entanto, é inegável que o filme se esforça em ser divertido, já que não é nem um pouco original.  Chris Pratt e Jennifer Lawrance confirmam isto. Os únicos astros presentes em grande parte do filme possuem uma química incomparável, algo que indica a dedicação exemplar de ambos. Pratt, com a sua simpatia inconfundível, abraça o trabalho de ser o único homem presente na nave, que os transporta para outro planeta, de maneira eficaz o suficiente ao ponto de nunca cansarmos de suas reações diante do terror em que ele vive. Lawrence mantém o padrão, o charme usual e se esforça em prosseguir no ritmo que o filme requer. A cinematografia e o design de produção são ...

Star Trek: Sem Fronteiras (2016) | Que esse seja o futuro

Star Trek Beyond (EUA) J.J. Abrams tinha uma missão complicada. Star Wars – O Despertar da Força estava em ativa quando ele foi reposicionado como produtor de Star Trek – Sem Fronteiras , o que garantiu uma tarefa de imensa responsabilidade: encontrar o diretor certo que faça homenagens ao Leonard Nimoy , aos 50 anos da franquia e, é claro, que faça uma obra significante para aqueles que nunca assistiram Jornada nas Estrelas e para os fãs que levam a franquia como religião.  As escolhas do produtor foram preenchidas da maneira mais correta possível. Enquanto o roteiro ficou nas mãos de Simon Pegg , o engenheiro Scotty e nerd de raiz, a direção foi parar em Justin Lin , diretor de sucesso que arrecadou milhões para a franquia Velozes e Furiosos e que sempre foi um apaixonado pela série, já que cresceu consumido o produto ao lado de seu pai, o qual ocasionou vários momentos em família. Com essa roupagem nova e arriscada, o roteiro acerta em desenvolver tudo que ...

Star Trek (2009) | O melhor reboot da história do cinema?

Star Trek (EUA) Depois de diversas séries de televisão (incluindo uma animação) e onze filmes, a franquia  Jornada nas Estrelas  entrou em um limbo já conhecido por eles: o desinteresse dos demais para com o produto. Anos depois do último filme, Nêmesis , Star Trek arriscou pelo temível reboot tão mal utilizado em Hollywood, com a direção de J.J. Abrams , o homem por trás de obras que envolviam mistério e tensão, como Lost e Missão Impossível 3 .  Já em sua nova roupagem para a série, o diretor, que afirmou ser um " Star Wars Guy " inúmeras vezes, optou pela melhor forma de se recriar algo em cima do que já foi estabelecido outrora de modo elegante ao aplicar o conceito tão pertinente com gênero: o universo paralelo, que serve para recontar tramas baseadas na obra original, sem ofender ou apagar o que tinha acontecido durante os longos anos de franquia. Uma preocupação muito bem pensada para os que nunca tinham concebido o interesse de acompanhar os lo...

Jornada nas Estrelas VI: A Terra Desconhecida (1991) | O melhor "até logo" que a série podia proporcionar

Star Trek VI: The Undiscovered Country (EUA) Depois de viagens ao desconhecido em busca de Deus, vinganças, perseguições espaciais e resgates de baleias, a franquia com o elenco principal, que já era família desde 1966, enfim, alcançou o seu final consagrado com um dos melhores filmes da série. E o adeus, por mais que seja doloroso, foi feliz. Kirk, Spock, McCoy, Scotty, Uhura e Sulu se despedem de forma digna, em um filme excepcional  de ficção cientifica e poético para os amantes de literatura, já que a obra cita inúmeras vezes Shakespeare , começando pelo título retirado de Hamlet. A Terra Desconhecida , sendo o último, possui tudo que sempre caracterizou (bem) a série. O filme, que tem em sua direção Nicholas Meyer , de A Ira de Khan , traz aqueles planos que fizeram a série nascer clássica, com reviravoltas, assassinatos, fugas, batalhas espaciais, críticas e outros aspectos que tornam o filme em um entretenimento que deu a origem a tantos outros trabalh...

Jornada nas Estrelas V: A Última Fronteira (1989) | Por sorte, não foi o último filme

Star Trek V: The Final Frontier (EUA) Jornada nas Estrelas já passeou por muitos gêneros, diretores, compositores e roteiristas. Depois do sucesso sem escala de Leonard Nimoy , em críticas, público e Oscar, William Shatner assumiu a franquia cinematográfica no quinto e, infelizmente, mais fraco filme da série. A Última Fronteira é divertido até certo ponto. A introdução é agradável, há piadas que causam risos e a música de Jerry Goldsmith é um exemplo de competência. Mas, no momento em que o roteiro começa a se levar a sério, a mão do diretor pesa nas explicações gratuitas com a trama de encontrar o "Deus". Premissa que é muito próxima do primeiro filme, mas que o espectador fica por curiosidade pelo mistério que, com o passar dos minutos, fica óbvio e previsível. O roteiro, seguindo a péssima direção de Shatner, inicia a jornada em uma mistura de ideias, com Mad Max e Star Wars , em que nada é criado de forma dedicada, gerando antipatia pelo trabalho ...

Jornada nas Estrelas IV: A Volta para Casa (1986) | Inventividade no clichê

Star Trek IV: The Voyage Home (EUA) A maravilhosa temática de viagem no tempo já é tão batida quanto os furos de roteiro que as mesmas apresentam. Na década de 80, no entanto, fizeram direito. A trilogia De Volta para o Futuro e Exterminador do Futuro foram os catalizadores que compõem os principais filmes do gênero. Assim, o uso inteligente de paradoxos temporais e de possibilidades de partir para frente e para trás, já usado na própria linha temporal de Star Trek , precisava ir para os cinemas com a franquia.  Episódios da série original, como Tempo de Nudez e A Cidade à beira da Eternidade são alguns que envolvem o tema de forma que em 50 minutos o espectador fique tenso e interessado com a premissa. A franquia no cinema, até então, não tinha se aventurado pelo caminho e, depois do encerramento do filme antecessor, Leonard Nimoy , mais uma vez na direção, apostou em um capítulo absolutamente, no melhor sentido da palavra, aleatório. Tudo que aconteceu ...

Jornada nas Estrelas III: À Procura de Spock (1984) | Nimoy reinventa a franquia

Star Trek III: The Search for Spock (EUA) Inicialmente, a ideia era matar, de vez, o comandante Spock de forma épica e dolorosa para os integrantes da Enterprise e para o público. A missão foi realizada com tanto sucesso ao ponto de os fãs enviarem cartas e reclamarem que não queriam consumir   Star Trek   sem o icônico personagem. Com tamanha comoção,   Leonard Nimoy   retorna pra franquia e, dessa vez, como diretor também. O terceiro filme, ou o filme do meio de uma trilogia que começou com A   Ira de Khan , continua exatamente onde o seu antecessor finalizou. O arco de Spock prevalece e a história, apesar de lenta no início, logo mantém o ritmo empolgante do anterior. Dessa forma,   À Procura de Spock   é mais um exemplar que, mesmo sendo longo o suficiente e com conveniências desnecessárias, consegue divertir com o ator atrás das câmeras. O roteiro, assinado por   Harve Bennett , não se distancia e revela logo as peças d...

Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan (1982) | Khan Contra-Ataca

 Star Trek  II : The Wrath of Khan (EUA) E.T. – O Extraterrestre , Poltergeist - O Fenômeno , Tron , O Enigma de Outro Mundo e Mad Max 2 – A Caçada Continua foram alguns dos filmes do verão norte-americano de 1982. Dessa forma, era praticamente impossível continuar Star Trek com a mesma indulgência do primeiro longa-metragem e, com esses fatos em sua mesa, a Paramount exclui  Robert Wise e põe Nicholas Meyer naquele que é considerado por muitos o melhor filme de toda a franquia. Com um orçamento modesto de quase 12 milhões de dólares, Star Trek  II : A Ira de Khan começa  com Kirk sendo almirante, mas, ao mesmo tempo, desinteressado pelos próximos anos de solidão na Terra enquanto os seus companheiros continuam a exploração pelo desconhecido. E em outro canto da galáxia, Khan, o vilão apresentado no episódio clássico da primeira temporada em 1966, Semente do Espaço , retorna e busca por sua última missão: destruir a Enterprise e seu capit...

Jornada nas Estrelas: O Filme (1979) | O primeiro equívoco

Star Trek: The Motion Picture (EUA) Diante de tantos filmes com temática espacial, Gene Roddenberry , CBS e a Paramount necessitavam levar a franquia, que já havia sido consolidada por mais de dez anos na televisão (devido as inúmeras reprises), para os cinemas. Desse modo, Star Trek: The Motion Picture estreou em 1979, logo após 2001: Uma Odisseia no Espaço , Solaris , Star Wars , Alien – O Oitavo Passageiro , Superman – O Filme , Contatos Imediatos de Terceiro Grau e outros. E talvez esse tenha sido o seu maior equívoco: esperar o sucesso dos demais pra se lançar na sétima arte.  O longa inicia de forma calorosa, receptiva e acolhedora, ao apresentar novamente todos os seus personagens, com desenvolvimentos e explicações aceitáveis para com o universo que demorou para continuar em outra mídia. A música, conduzida pelo gênio  Jerry Goldsmith , conhece a essência da franquia e cria um ritual, ao lado dos efeitos visuais, práticos e da fotografia, para todo...

Jornada nas Estrelas (3° temporada, 1968) | Fim de uma era

Star Trek - Season 3 (EUA) A série, com duas temporadas, já tinha quebrado barreiras de preconceitos raciais e femininos, comentou sobre genocídio, tecnologia, guerras e ainda conseguiu exibir que, em união, respeito e amor pelo próximo, os planetas e, é claro, a nossa Terra, podem viver em prosperidade em uma época em que não existia nada disso, por consequência da recente Segunda Guerra Mundial e por estar no auge da Guerra Fria.  No terceiro ano, com os mesmos conceitos corajosos que deveriam ser anacrônicos, os diretores e produtores envolveram toda a sua carga de positividade para os próximos anos com mais episódios sobre a problemática do preconceito para com o próximo, guerras e mal uso de discursos que podem atingir milhões de uma forma negativa. Dito isso, os roteiros continuam a abraçar a competência dos atores e da pouca tecnologia que eles tinham. Então, consequentemente, os episódios exigiam mais de seus astros com os seus diálogos, monólogos e passag...