Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Ação

Creed ll (2019) | O legado de uma guerra

Em sua essência,  Creed ll  é uma sequência de  Rocky IV , ainda que ofereça uma temática bastante diferente do filme oitentista. Enquanto que a obra era uma propaganda sobre o fim da Guerra Fria e desenvolvia a rivalidade entre os Estados Unidos e a União Soviética,  Creed ll  esquece tudo isso e foca na construção de personagens e nas relações entre pais e filhos. Com este tema já recorrente em toda franquia, Adonis, Bianca, Rocky, Viktor e Ivan Drago enfatizam, mais uma vez, que a saga, diferente do que muitos pensam, não é só sobre boxe; é sobre amor. + Crítica: Rocky lV (1985) | Propaganda mal intencionada Logo no início, o filme apresenta Adonis, interpretado novamente pelo carismático e sempre competente  Michael B. Jordan . Com uma enorme dificuldade de se afastar da imagem de seu pai, Apollo Creed, considerado o maior lutador de todos os tempos, o protagonista propõe Bianca, vivida pela eficiente  Tessa Thompson , em casamento e ...

Deadpool 2 (2018) | Ryan Reynolds volta a se divertir com aquele que mudou a sua carreira

Em 2016 chegava aos cinemas uma fiel adaptação do personagem criado por Rob Liefeld.  O Mercenário Tagarela ganhava, finalmente, seu filme solo, com o limitado orçamento de apenas 50 milhões de dólares. Apesar disso,  Deadpool se pagou mais que três vezes com seu box office e mostrou que o gênero de super-herói ainda poderia inovar com qualidade e criatividade. Após o sucesso estrondoso do longa, logo o estúdio responsável, no caso, a FOX, entendeu um pouco mais sobre qual caminho seguir com seus personagens. + Deadpool (2016) | Humor e violência em boa medida Agora dirigido por David Leitch ( Atômica , V de Vingança ) há presença de uma maior estilização, principalmente nas cenas em que há lutas e explosões. Porém, Leitch, apesar de distinguir sua condução do filme tornando alguns aspectos mais caprichados, parece muito mais emular o que foi feito anteriormente por Tim Miller do que imprimir algo mais próprio e assinado. Isso não chega a ser um problema, visto que ...

Death Note (2017) | Boas lembranças, má execução

Após um período de muita expectativa e especulação – nem sempre positiva –, Death Note , adaptação norte-americana da série de mangás homônima de Tsugumi Ohba e Takeshi Obata , chega à Netflix com roupagem ocidental, estética particular e personagens familiares, mas nada além disso. Dirigido por Adam Wingard , o longa se passa em Seattle e conta a história de Light Turner ( Nat Wolff ), um jovem estudante que, ao encontrar um caderno sobrenatural, recebe o poder de matar qualquer pessoa apenas em posse de duas informações: o nome e o rosto da vítima. Após chamar a atenção de L ( Keith Stanfield ), um experiente detetive de hábitos excêntricos, Light se vê encurralado e luta para permanecer sobre o controle de suas novas possibilidades. Talvez pela bagagem anterior de Wingard – o diretor possui em seu currículo o recente A Bruxa de Blair (2016), o elogiado Você é o Próximo (2013) e o controverso V/H/S (2012) – algumas cenas chamam atenção pelas referências diretas a inúme...

Em Ritmo de Fuga (2017) | Um serviço ao cinema moderno

Baby Driver (EUA) Edgar Wright , diretor conhecido pela icônica Trilogia Corneto e  Scott Pilgrim Contra o Mundo , retornou. Depois de sua demissão inexplicável na Marvel e de quatro anos sem lançar nenhuma obra, o diretor nos presenteia  Baby Driver , que, além de um longa-metragem brilhante, é uma homenagem aos clássicos filmes de perseguição de carro e aos cinéfilos contemporâneos que, com obras como estas, aprendem muito sobre cinema. Baby, vivido por  Ansel Elgort , é um jovem motorista talentoso que trabalha para uma organização de ladrões de bancos encabeçada por Doc, interpretado por  Kevin Spacey . Durante as reuniões do grupo, uma tensão se estabiliza entre o protagonista e os bandidos, uma vez que Baby possui a responsabilidade de conduzir o carro após os assaltos.  Jamie Foxx , deste modo, interpreta Bats, o sociopata do grupo que, durante os atos do filme, ajuda na criação de expectativa e na transformação da obra, dado que vira algo m...

Homem-Aranha (2002) | A história de origem definitiva

Spider-Man (EUA) Diante de um mundo caótico e polarizado como esse em que os dois dos principais personagens de cada editora precisam guerrear antes de um acordo, há mais de dez anos,  Sam Raimi , lado a lado com a Sony, criou uma das mais competentes e ricas adaptações de quadrinhos para os cinemas. Além de entretenimento para todos os públicos, a história do aracnídeo no filme de 2002 é uma aula sobre humanidade.  Peter Parker, quando usa a máscara, consegue ser, sem muita dificuldade, um dos heróis mais queridos por leitores. A ligação com o adolescente inseguro, que não consegue agradar a todos e muito menos dialogar com a garota que ama, é muito mais identificável que Bruce Wayne, um milionário que conseguiu tudo devido ao império deixado pelos pais, ou com Kal-El, um alienígena do planeta de Krypton. Sam Raimi, fã apaixonado do herói, compreendeu essas camadas e criou este apelo que todos sentimos pelo cabeça de teia. O personagem capaz de voar entre os...

Guardiões da Galáxia Vol. 2 (2017) | Criando laços mais íntimos

Guardians of the Galaxy  Vol. 2 (EUA) Durante a Comic Con Experience de 2016, James Gunn ofereceu um dos melhores momentos para mais de dois mil nerds no auditório principal. A festa, conduzida pelo diretor, começou com trailers exclusivos, passou por cenas longas do filme e finalizou com uma boa justificativa para fazer o Volume 2 com tanto amor. Nós, os nerds, cinéfilos, leitores de quadrinhos e o público em geral que se encantou com a proeza do primeiro, fomos a personificação da missão do diretor ao criar uma continuação que tratasse, mais uma vez, de família, já que somos uma. Foi caloroso, intenso e sincero. No entanto, o filme necessitava suprir tais demandas. E assim, foi um salto, como o de Sheer Heart Attack até A Night at the Opera da banda Queen.  + Guardiões da Galáxia (2014) | Marvel Sendo Marvel Volume 2 , por mais original que fosse em sua trilha sonora, personagens e universo, exigia uma continuação que justificasse. O Baby Groot não seria suficie...

Até o Último Homem (2017) | Marcas da violência

Hacksaw Ridge (EUA) Até o Último Homem não é muito diferente de outros filmes dos últimos anos sobre guerras. Os clichês, diálogos e situações se repetem em Hollywood há muito, principalmente na academia, a qual se especializou em indicar e premiar obras com essa premissa óbvia de patriotismo norte-americano. A dessemelhança aqui é o diretor.  Mel Gibson , vencedor do Oscar por Coração Valente em 1996, retorna com a fluidez que o fez ser um artista mais competente por trás das câmeras.  O filme abre espaço para algo que, sem muitas surpresas, se tornou o foco original do longa-metragem: a fé. O herói da vez, interpretado por Andrew Garfield , é Desmond Doss, um homem que foi para Segunda Guerra Mundial sem usar nenhuma arma, seja para o ataque ou defesa. O personagem, com um desenvolvimento muito ágil no primeiro ato, mostra os seus motivos e o que o inspirou em ser um homem de tamanha convicção e fé. Os dois primeiros seguimentos, deste modo, se concentram em ...

Resident Evil 6: O Capítulo Final (2017) | A conclusão provisória

Resident Evil - The Final Chapter (EUA) Videogames possuem a fama de não renderem bons filmes. O problema seria os idealizadores, como pode ser apontado no recente Assassin’s Creed , ou as mídias simplesmente não funcionam em compatibilidade. Resident Evil 6: O Capítulo Final , lado a lado com Retribuição , garante a especialização em adaptar games para os cinemas, com muita liberdade criativa em evidência e estilo. + Assassin's Creed (2017) | Oportunidade mal aproveitada O roteirista e diretor Paul W.S. Anderson , já experiente em criar transposições de jogos desde 1995 com Mortal Kombat , retorna aqui com a inspiração correta de finalizar a franquia que ele começou no início dos anos 2000. Lá, com machismo, roteiro falho, CGI de segunda e reviravoltas constantes marcaram a época que o cinema tinha a consequência do brega da década anterior. Hoje, 15 anos depois, o diretor compreende a essência dos jogos ao trazê-los paras os cinemas, assim como a própria Capco...

Anjos da Noite: Guerras de Sangue (2016) | Ação superficial

Underworld: Blood Wars (USA) Presente há mais de dez anos no mercado cinematográfico, a franquia Anjos da Noite já possui seu público consolidado, o que permitiu o lançamento do quinto filme, Anjos da Noite: Guerras de Sangue . O filme, que preferiu não arriscar em apresentar algo que difere  dos anteriores e se manteve em sua zona de conforto.  A direção ficou por conta de Anna Foerster , primeira mulher a dirigir a franquia, e, talvez por isso, trabalhou de melhor forma a protagonista Selene, interpretada por Kate Beckinsale , muito à vontade em seu papel. Porém, a direção fica muito a desejar nas sequências de ação, com excesso de cortes e numa rapidez cujo movimentos não são compreendidos, nem acompanhados. Isso se torna mais agravante com a fotografia escura que o filme possui, com leves tons azulados e dessaturados – já característicos da franquia –, e com o 3D inexistente. Tais condições impossibilitam a clareza das cenas em geral e tornando o filme um ...

Inferno (2016) | Ron Howard aposta alto na fidelidade do público

Inferno (EUA) Depois de O Código da Vinci e de Anjos & Demônios , Robert Langdon parte em outra missão em busca da salvação mundial. Ron Howard , por outro lado, não consegue socorrer a franquia que já teve os seus bons momentos estabelecidos há quase dez anos. O diretor do recente No Coração do Mar e de Rush: No Limite da Emoção se repete no mais superficial piloto automático ao ponto de gerar incômodo por tamanha similaridade nos enigmas desvendados pelo herói de Dan Brown . O filme, diferente dos anteriores, inicia em meio à ação, com sequências intensas de tiroteios e de monólogos impressionantes sobre o futuro da raça humana. Diante disto, a obra se acomoda e não apresenta algo efetivamente novo para a saga. Até os problemas se entrelaçarem, a trama apresenta Langdon, interpretado pelo sempre competente Tom Hanks , que, ao acordar sem memória, é protegido pela dra. Siene Brooks, já que policiais, terroristas e ladrões o estão perseguindo por ser o único ...

007 - Cassino Royale (2006) | Dez anos de um dos melhores Bond

Casino Royale (EUA) Há dez anos, 007 – Cassino Royale estreava representando um novo começo de boa imagem para Bond, James Bond, com uma aventura mais adulta, séria e menos absurda e digital. O filme, em seus cinco primeiros minutos, recomeça a franquia com o personagem em início de carreira, desde a sua “promoção” como agente 00 até a sua primeira missão.  Dessa forma, o personagem não necessitou de vilões exigindo a dominação mundial ou então mecanismos absurdos criados pelo engenheiro Q. 007 se aventura pelo que o mundo, vulgo mercado, necessitava. Um herói bruto, como o rival Jason Bourne, com uma inteligência elevada e, é claro, mais “macho” do que nunca. Tamanha diferença no tom mercadológico entre o Bond de 2006 com o Bond de Sean Conery se nota logo de cara nos créditos de abertura que trazem lutas e tiroteios através de cartas, em vez de mulheres nuas dançando sensualmente. Sequência que já situa o personagem mais pop com a sua versão mais crua. Além...