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Mostrando postagens com o rótulo marvel

O dia que conheci Stan Lee

O ano era 2004. O mês era maio. E eu era um garoto que ainda brincava com os bonecos do Homem-Aranha, Wolverine e Hulk. Estava ansioso, contando os minutos e esperando o sol nascer para o grande dia. Nesse dia iria conferir, pela primeira vez, o retorno de Peter Parker, no filme Homem-Aranha 2 , dirigido por Sam Raimi . Vesti a melhor blusa que tinha do herói, coloquei os brinquedos na caixa e fui para a casa de um tio. Duas horas antes do filme, esse mesmo tio me entregava uma caixa pesada. Ao abrir, meu rosto ficava rosa de alegria e meus olhos coloridos de emoção, já que estava recebendo sua antiga coleção de dezenas de quadrinhos. Todos do Homem-Aranha, obviamente. Eram gibis antigos, velhos, alguns com poeira, outros sem capa. Guardei e fui conferir o filme do teioso. Foi um dia para nunca esquecer. Naquela sala lotada de estreia, eu me emocionava e torcia para que Peter conseguisse um emprego, pagasse as contas e ficasse bem com Mary Jane. Ele era um amigo, eu torcia p...

Homem-Formiga e a Vespa (2018) | Melhor que o original, novo longa da Marvel se propõe a contar história de sci-fi cômico

James Gunn , o diretor de Guardiões da Galáxia , mudou o status quo da Marvel Studios quando reinventou o gênero de super-herói. Depois de um formato adulto, que serviu de consequência da franquia Cavaleiro das Trevas  e X-Men , Gunn alterou o que já estava estabelecido, mesmo que Edgar Wright , diretor de humor, já tivesse escrito todo o roteiro de Homem-Formiga , lançado em 2015, desde 2008. Peyton Reed , diretor do primeiro filme solo do personagem e de Homem-Formiga e a Vespa , infelizmente, não recebe a graça do reconhecimento de manter essa alteração. Com esse novo filme, quem sabe isso mude. Sim, a obra, dirigida e escrita por Reed, é uma comédia digna de viver os mesmos louros que Guardiões Volume 1 e 2 recebem até hoje. Homem-Formiga e a Vespa , que serve como uma obra para sossegar os fãs entre Vingadores 3 e 4 , é um longa divertidíssimo, autoral e que exibe um exercício de cinefilia que poucos diretores da Marvel exploram. Aqui, o diretor apresenta, com mais c...

Deadpool 2 (2018) | Ryan Reynolds volta a se divertir com aquele que mudou a sua carreira

Em 2016 chegava aos cinemas uma fiel adaptação do personagem criado por Rob Liefeld.  O Mercenário Tagarela ganhava, finalmente, seu filme solo, com o limitado orçamento de apenas 50 milhões de dólares. Apesar disso,  Deadpool se pagou mais que três vezes com seu box office e mostrou que o gênero de super-herói ainda poderia inovar com qualidade e criatividade. Após o sucesso estrondoso do longa, logo o estúdio responsável, no caso, a FOX, entendeu um pouco mais sobre qual caminho seguir com seus personagens. + Deadpool (2016) | Humor e violência em boa medida Agora dirigido por David Leitch ( Atômica , V de Vingança ) há presença de uma maior estilização, principalmente nas cenas em que há lutas e explosões. Porém, Leitch, apesar de distinguir sua condução do filme tornando alguns aspectos mais caprichados, parece muito mais emular o que foi feito anteriormente por Tim Miller do que imprimir algo mais próprio e assinado. Isso não chega a ser um problema, visto que ...

Thanos e a complexidade de sua Guerra Infinita

Obs: esse texto contém spoilers de "Vingadores: Guerra Infinita" Há tempos que esperamos do Universo Cinematográfico Marvel um vilão a altura de seus heróis, e um roteiro que finalmente fuja de uma fórmula saturada que não funciona faz algum tempo. Criou-se uma aura poderosa no senso comum sobre o que poderíamos esperar, ou não, dos filmes de herói da Marvel. Estes foram taxados por muitos de infantis, seja pela paleta de cores na fotografia, pelas piadas constantes, ou pela simplicidade dos antagonistas e os desfechos dos principais filmes. Pois bem, os irmãos Russo conseguiram: a fórmula mudou consideravelmente e, talvez, a sua opinião ao assistir Guerra Infinita comece a mudar daqui pra frente. Thanos e a complexidade de sua Guerra Infinita Estamos diante do maior antagonista já encontrado em um universo cinematográfico de super herói? Para resolver essa problemática não tinha um segredo muito grande. Se não nos contentamos com a situação problema que os he...

Podcast Primeira Sessão #13: Thor Ragnarok

O último filme do ano do Universo Cinematográfico Marvel chegou e o Primeira Sessão, podcast do Quarto Ato, está aqui para comentar sobre o que foi visto em Thor: Ragnarok ! + Crítica: Thor: Ragnarok (2017) Falamos sobre a escolha do diretor Taika Waititi em fazer um filme de comédia com ação e sobre o que isso pode representar para a Marvel nos cinemas. Então vem com a gente nessa loucura intergalática, porque aqui você já sabe: todo mundo paga meia-entrada! Podcast Primeira Sessão #13: Thor Ragnarok Participam dessa edição: Lucas Jansen , Gabriel Amora , Hillary Maciel , Vitória Salviano , Kevin Alencar e uma miçanga do Hulk. Não deixe de assinar nosso feed no iTunes (onde você também pode nos avaliar com 5 estrelas) ou em qualquer aplicativo de podcasts da sua preferência.

Thor: Ragnarok (2017) | Marvel finaliza o ano com mais um filme que se destaca

O maior serviço de Thor: Ragnarok foi continuar a inovar o gênero. Existem aqueles sérios, como Logan e Batman: O Cavaleiro das Trevas , enquanto que há outros com inúmeros toques de comédia, como o recente Homem-Aranha: De Volta ao Lar e Os Guardiões da Galáxia . Ragnarok , por outro lado, não se esconde. Ele é uma comédia e aceita desse fato para divertir todos os públicos. Os Vingadores , por exemplo, é um filme de ação com humor. Já o último filme do Thor é um filme de humor com ação. + Logan (2017) | Os Brutos também amam + Homem-Aranha: De Volta ao Lar (2017) | Humor jovem e frescor adolescente +  Guardiões da Galáxia Vol. 2 (2017) | Criando laços mais íntimos O vínculo com o gênero de super-herói, no entanto, é a violência. Existem personagens aqui que são mortos com uma gravidade maléfica, e que oferecem à vilã, Hela, mais imponência. Cate Blanchett , em vista disto, se diverte tanto quanto os outros atores do filme. Os seus modos de falar e se movimentar g...

Podcast Primeira Sessão #4: Os Defensores

Primeira Sessão e Quarto Ato estão de volta para falar sobre o universo Marvel/Netflix, que ganhou sua mais nova série: Os Defensores . Podcast Primeira Sessão #4: Os Defensores Participam desse episódio: Lucas Jansen, Gabriel Amora, Kevin Alencar e Hillary Maciel. Vem com a gente, porque aqui todo mundo paga meia-entrada!

Os Defensores - 1ª Temporada (2017) | A finalização da primeira fase de heróis da Netlifx

The Defenders (EUA) Em 2015, a plataforma de streaming Netflix deu início ao ambicioso projeto de Universo Estendido da Marvel. Começando com  Demolidor , série que indiscutivelmente fortalece o selo 'Original Netflix'. Após o sucesso, são lançad as também temporadas de  Jessica Jones ,  Luke Cage  e  Punho de Ferro , que, apesar de não terem alcançado o mesmo efeito de  Demolidor , trazem com coerência um inimigo em comum para seus respectivos heróis. Os Defensores partem desse inimigo e deixam de lado as suas diferenças para derrotar tal ameaça. Com um início lento, a série trabalha o encontro deles em cima da ameaça do Tentáculo, já citada em todas as séries solo e liderada por Alexandra ( Sigourney Weaver ). Os primeiros a se cruzarem são Luke Cage e Punho de Ferro. Motivados por seus problemas pessoais, eles acabam por se encontrar com uma justificativa plausível. + Demolidor (2015) | O inverter dos polos + Demolidor (2° te...

Homem-Aranha: De Volta ao Lar (2017) | Humor jovem e frescor adolescente

Spiderman: Homecoming (EUA) Com outro  reboot lançado pela Sony Pictures, neste caso a encargo de Jon Watts ( "A Viatura" , 2015) o super-herói "cabeça de teia" volta aos cinemas. Desta vez, ele retorna carregando um grande diferencial: a Marvel, famosa gigante dos quadrinhos que é responsável pela criação do personagem e teve que vendê-lo anos atrás para a própria Sony, detém novamente do controle criativo sob ele. E foi a partir desta parceria entre os dois estúdios que "Homem-Aranha: De Volta ao Lar"  (2017) nasceu, trazendo referências à situação já em seu próprio título, e assim introduzindo o tão popular Homem-Aranha no Universo Cinematográfico Marvel (Ou "MCU", para os íntimos). E a proposta, como esperado por alguns fãs do gênero, surpreende de forma bastante positiva.  Diferente dos outros dois "filmes de origem" já lançados sobre o personagem, que foi previamente interpretado por Tobey Maguire (entre 2002 e 2007) ...

Homem-Aranha 3 (2007) | Em defesa do terceiro filme

Spider-Man 3 (EUA) Por mais bobo e inconsequente que Homem-Aranha 3 seja, é inegável que a capacidade de construir tensão e sequências de batalhas do diretor supere todos os pequenos erros da terceira parte da trilogia. Sam Raimi , pressionado constantemente pelo produtor  Avi Arad e pela Sony, se viu obrigado a usar o Venon, vilão muito querido pelos fãs, o Homem de Areia, que já estava sendo preparado desde o segundo filme, e, por último, o Duende Júnior, vivido por James Franco .  Com três bons vilões, o diretor desenvolveu aquilo que poderia executar com eficácia: as sequências de batalha. Deste modo, Raimi dirige todas as cenas com paixão, a qual cada uma fica pior que a outra até chegar na batalha final com todos os personagens em guerra. Dito isto, o mérito da montagem já fica em vantagem, visto que o montador Bob Murawski , vencedor do Oscar por Guerra ao Terror , oferece uma vasta gama de detalhes para tais sequências. A música, por outro lado, continu...

Homem-Aranha 2 (2004) | Adaptação de "Homem-Aranha Nunca Mais" consegue ser fiel e atual

Spider-Man 2 (EUA) Sam Raimi , sem cometer o erro de repetir a história do primeiro filme, aposta no desenvolvimento humano de seus personagens e universo. Logo em seus créditos de abertura, o diretor cria uma homenagem aos quadrinhos e relembra o filme original com ilustrações de Alex Ross , um deus dos desenhos da nona arte. Em seguida, o diretor pontua o infeliz dia a dia do personagem que, sendo um herói, não consegue agradar os demais e, principalmente, ser feliz.  + Crítica: Homem-Aranha (2002) | A história de origem definitiva O personagem, deste modo, observa a sua vida desmoronar enquanto os seus dias como Homem-Aranha não têm fim. A sua amada Mary Jane não é correspondida e se relaciona com outro homem, a sua tia está à beira da falência, o seu melhor amigo deseja a sua morte e os seus estudos e empregos estão por um fio. Além disto tudo, um novo vilão surge em Nova York com planos maquiavélicos de destruição em massa. O herói, sem energia para continuar, ...

Homem-Aranha (2002) | A história de origem definitiva

Spider-Man (EUA) Diante de um mundo caótico e polarizado como esse em que os dois dos principais personagens de cada editora precisam guerrear antes de um acordo, há mais de dez anos,  Sam Raimi , lado a lado com a Sony, criou uma das mais competentes e ricas adaptações de quadrinhos para os cinemas. Além de entretenimento para todos os públicos, a história do aracnídeo no filme de 2002 é uma aula sobre humanidade.  Peter Parker, quando usa a máscara, consegue ser, sem muita dificuldade, um dos heróis mais queridos por leitores. A ligação com o adolescente inseguro, que não consegue agradar a todos e muito menos dialogar com a garota que ama, é muito mais identificável que Bruce Wayne, um milionário que conseguiu tudo devido ao império deixado pelos pais, ou com Kal-El, um alienígena do planeta de Krypton. Sam Raimi, fã apaixonado do herói, compreendeu essas camadas e criou este apelo que todos sentimos pelo cabeça de teia. O personagem capaz de voar entre os...

Guardiões da Galáxia Vol. 2 (2017) | Criando laços mais íntimos

Guardians of the Galaxy  Vol. 2 (EUA) Durante a Comic Con Experience de 2016, James Gunn ofereceu um dos melhores momentos para mais de dois mil nerds no auditório principal. A festa, conduzida pelo diretor, começou com trailers exclusivos, passou por cenas longas do filme e finalizou com uma boa justificativa para fazer o Volume 2 com tanto amor. Nós, os nerds, cinéfilos, leitores de quadrinhos e o público em geral que se encantou com a proeza do primeiro, fomos a personificação da missão do diretor ao criar uma continuação que tratasse, mais uma vez, de família, já que somos uma. Foi caloroso, intenso e sincero. No entanto, o filme necessitava suprir tais demandas. E assim, foi um salto, como o de Sheer Heart Attack até A Night at the Opera da banda Queen.  + Guardiões da Galáxia (2014) | Marvel Sendo Marvel Volume 2 , por mais original que fosse em sua trilha sonora, personagens e universo, exigia uma continuação que justificasse. O Baby Groot não seria suficie...

X-Men: O Filme (2000) | Virando o jogo

X-Men (EUA) Quando Christopher Reeve fez o público crer que um homem podia, de fato, voar, o mundo já aguardava por isso. A energia e o altruísmo do personagem criaram um contexto de paz e de força que os Estados Unidos necessitava naquele período assustador da Guerra Fria. Funcionou tanto no confronto quanto em sua criação nos quadrinhos em 1938, no auge de outro desespero. Deste modo, na virada do século, Bryan Singer , com uma equipe competente, fez o mesmo com o contexto, apesar de ser o oposto daquele que trazia harmonia. X-Men de Singer foi o primeiro passo ao tão invejável subgênero de heróis atualmente. Blade , Batman e outros do século anterior tiveram os seus méritos, assim como o Super-Homem de Reeve, no entanto, a diferença aqui, que permanece até hoje, é a contemporaneidade corajosa que Singer quis abordar, como Stan Lee e Jack Kirby conceberam na criação dos personagens em 1963. Além de influente nos quadrinhos na última década, o filme desenvolve de ...