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Crítica - Wolverine Imortal | por Gabriel Amora

WOLVERINE DECENTE


    Com tantas decepções nesse verão (2013), o temor de que Wolverine Imortal fosse frustrante era inevitável. Cita-se, como exemplo, o Homem de Ferro 3 (herói da mesma casa do mutante) que se revelou em maio como uma decepção, causando então, mais temor pelo novo filme do mutante, que já teve seu filme solo, mas que foi infelizmente uma catástrofe. 
    Contudo, o novo filme divertiu, surpreendeu e conseguiu valer o ingresso caro que os cinemas cobram hoje em dia. Seu novo filme solo, assinado pelo ótimo diretor James Mangold é algo que conseguiu ficar de fora da lista de erros em relação à franquia X-men, que é propriedade da Fox. Não é o melhor, contudo, se mantém um bom filme, em comparação ao Origens: Wolverine. Graças a história na qual essa foi baseada, a conhecida pelos leitores de quadrinhos Eu, Wolverine, assinada pelo gênio Chris Claremont e pelo sádico Frank Miller.
    Um trama com diversos pontos criativos e com um roteiro bem elaborado. E dessa maneira, o filme segue a linha. Com um Wolverine canastrão, violento, com linguajar recheado de ofensas e palavrões, e aquele que luta pelo que quer e acredita, enfim, com aquele Logan que desde X-men 3 o cinema sentia falta.

     E assim, o filme se torna melhor. Com o apoio do excelente Hugh Jackman, a trama se torna explosiva e agressiva, algo comum entre os filmes de ação, e que pouco foi explorado da maneira correta neste primeiro semestre de 2013. E é comprovado isto de diversas formas, primeiramente pelo fato de que só existem dois mutantes em todo filme, e os coadjuvantes são ninjas ou assassinos treinados, o que garante então, muita ação e ‘’porrada’’.
    E assim ele continua. Existe aquele drama recorrente da franquia X-men que está se reerguendo a cada filme (ainda bem), e romance necessário para o filme ser fiel a obra, e claro, para atrair o público feminino. Algo que funciona, já que as atrizes são mulheres fortes e decididas que também partem para quebradeira.
    E na parte técnica, o filme não se destaca. Os efeitos são ótimos, a trilha sonora é tensa, e os cenários japoneses são lindos, contudo, não há nada de surpreender. O que diverte mesmo são a pancadaria e os bons diálogos que funcionam e fazem a história andar muito rápida.
    E assim, o filme é explorado. Com o orçamento de 120 milhões, a Fox fez algo menor e melhor que o Origens, o que garantiu um orçamento mais digno e um reconhecimento de um bom filme de ação, que apesar de não ser tão fiel a obra dos anos 80, é tão divertida quanto. Algo que o Wolverine precisava.


    Obs: a cena durante os créditos é a melhor de todas que estão inclusas nos filmes da Marvel. 



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