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Kung Fu Panda 3 (2016) | Capitalismo Selvagem


Kung Fu Panda 3 (EUA)
A verdade entre as animações da DreamWorks é o capitalismo estabelecido nas franquias para conseguir bonecos de todos os modelos, enquanto a Pixar, até 2010, apresentava tramas adultas e com o intuito de contar uma história com elementos inovadores para o gênero. Já o estúdio rival nos revela suas pequenas homenagens e diversos maneirismos de conseguir o que há de mais cobiçado em Hollywood: dinheiro. 

Kung Fu Panda 3, cinco anos após o último, continua no melhor meio de se “comprar” um público. As homenagens aos filmes do Oriente são das mais diversas e ficam todas saborosas com as sequências que desconstroem  o gênero, acompanhado de piadas estilizadas criadas por outras categorias derivados da "ação", vide super-herói ou comédia (há cenas em que remetem Os Vingadores e Esqueceram de Mim), e, não menos importante, com uma criatividade de empolgar as crianças, assim como os adultos.

A pieguice inicia-se no momento em que o personagem do pai de Po, dublado por Bryan Craston no original, surge na trama. A fofura consegue distanciar-se dos outros filmes ao apresentar um exército (ou família) de pandas para lutar da melhor e mais engraçada forma possível. No entanto, o exagero de açúcar durante o desenvolvimento de personagens cansa e torna-se desinteressante para aqueles que admiram os dois primeiros filmes.

Por fim, o filme é divertido, empolgante e finaliza uma das melhores trilogias de animação, mas enquanto Toy Story 3 nos presenteava com sentimentos, Kung Fu Panda se concentra no capitalismo de vender bonecos. Ora, repetir a mesma piada de um brinquedo de uma personagem do filme já não é obvio demais? Excluir o desenvolvimento de roteiro por piadas e merchandising inspirados em sitcom’s não é a melhor das ideias. 

Ainda assim, para os padrões de Hollywood, merece ser visto e apreciado. 

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