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O Dono do Jogo (2016) | O lado bom da guerra


Pawn Sacrifice (EUA)
A cultura norte-americana reabastece o que o mundo vai consumir, seja dos quadrinhos até o cinema, ou da música até o esporte. E o fato deles se orgulharem disso é justamente por utilizarem bem o dinheiro que ganham de nós, para produzir algo melhor que anteriormente. No entanto, a melhor época que formou a cultura popular mundialmente está enraizada nos anos de 1960, com a contracultura, liberdade de expressão, empoderamento feminino, com o cinema de ficção cientifica e com a rivalidade violenta dos Estados Unidos contra a União Soviética.

Edward Zwick compreende isso ao contar a história de Bobby Fischer, um garoto prodígio do xadrez americano que desafia o império russo no auge da ameaça nuclear e da corrida espacial. Xadrez, por si só, é entediante aos que não entendem, mas para o diretor o jogo é só mais um desafio a ser quebrado por eles, norte-americanos.

Tobey Maguire interpreta o “herói” que sofre de crises psicológicas e que não consegue superar o seu pior obstáculo: ele mesmo. Os desafios do personagem são piegas, mas com o esforço de Maguire, que pra sempre vai encarnar bem os nerds, o filme cresce revelando uma atuação exemplar.

Por outro lado, o roteiro nos apresenta um filme condicional, de fácil entendimento e previsível. No entanto, o texto garante bons momentos, unindo a ambientação bela e a cinematografia que será lembrada em prêmios. Assim, o filme fica divertido e empolgante com o passar ágil dos atos.

Por fim, há cenas memoráveis em que o personagem dono do jogo tem partidas com o seu rival, Liev Schreiber, que são totalmente inesperadas por possuírem uma tensão absurda que muitos filmes de horror ou de guerra não conseguem carregar atualmente. E isso nos prova que o patriotismo também é de cultura pop. Já assistimos esse filme várias vezes, mas sempre há uma forma nova capitalista de apresentar alguém que foi importante na formação da rivalidade entre EUA e URSS. 

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