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Emoji: O Filme (2017) | Em busca de um ritmo

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Há cerca de 10 anos começávamos a utilizar de forma tímida em nossas mensagens de texto os famosos Emojis. Na época, os chamados Emoticons, tinham a intenção de colocar mais expressão em nossas conversas e, por muitas vezes, acabaram por substituir facilmente uma resposta em reação a algo. Em cima do conceito de que um Emoji pode substituir respostas completas, Emoji: O Filme do diretor Tony Leondis, constrói a base de sua história.

O protagonista Gene é um Emoji que está ansioso para o seu primeiro dia de trabalho no aplicativo de mensagens da cidade de Textopolis, cidade que se encontra dentro do celular de Alex. Já o Alex é um adolescente do ensino fundamental que, assim como muitos outros de sua idade, usa um aplicativo de mensagens para se comunicar. Após uma rápida apresentação do lugar, percebemos que cada Emoji tem sua a função definida em Textopolis. Gene acidentalmente usa o Emoji errado, o que o faz ser descriminado por isso, já que cada um deve cumprir obrigatoriamente sua função sem fazer questionamentos.

A animação acaba por se exceder na forma que se utiliza para fazer piadas com as características de outros Emojis. Por exemplo, o novo amigo de Gene, “Bate Aqui”, está sempre se utilizando de piadas (sem graça) de duplo sentido sobre “Como dar uma mãozinha” ou coisas do tipo. Outro bom exemplo disso é o “Cocô”, que também usa de piadas como “Essa situação não me cheira nada bem”, e frases como “E, sujou!”. A insistência em repetir esse humor faz com que o conflito central do filme acabe demorando para acontecer. A animação, desse modo, acaba perdendo muito tempo ao estabelecer a função de alguns personagens de forma desnecessária.

Contudo, Emoji acerta com a personagem coadjuvante, “Rebelde”, uma Emoji hacker misteriosa, que trás em seu discurso a importância de aceitar a sua própria natureza. A personagem, ao contrário do pensamento imposto na cidade de Textopolis, é contra a ideia de que todos devem seguir uma função pré-definida, além de acreditar que a singularidade de Gene de demonstrar várias expressões não é algo que deve ser corrigido, e que isso é o que o torna especial. Durante toda a jornada de Gene e seus dois amigos, a animação mostra uma enxurrada de propagandas de vários aplicativos (e também críticas ao comportamento dos usuários) como: Spotify, Facebook, Instagram, Youtube e muitos outros, o que acaba tornando o filme um tanto cansativo. Apesar disso, o diretor e sua equipe criaram uma obra colorida, bonita visualmente e que, apesar de superficial, traz uma discussão interessante e atemporal. 

Crítica:  Emoji: O Filme (2017)

 Em busca de um ritmo

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