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"Jurassic Park" nunca foi tão atemporal

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Eu nasci em 1995, dois anos após Jurassic Park ter tido sua estreia triunfal, e não tive a oportunidade de vê-lo nos cinemas. Eu me recordo de alugar a trilogia e passar o fim de semana inteiro assistindo somente a isso; era um momento mágico. Quando criança, sentia como se estivesse dentro da aventura, torcendo pelos personagens.

Lançado em 1993, Jurassic Park: Parque dos Dinossauros conta a história dos paleontólogos Alan Grant (Sam Neill) e Ellie Sattler (Laura Dern) e do matemático Ian Malcolm (Jeff Goldblum). Eles fazem parte de um seleto grupo escolhido para visitar uma ilha habitada por dinossauros criados a partir de DNA pré-histórico. O bilionário idealizador do projeto, John Hammond (Richard Attenborough), garante a todos que a instalação é completamente segura. Mas, após uma queda de energia, os visitantes descobrem, aos poucos, que vários predadores ferozes estão soltos e à caça.

Experiência: "Jurassic Park" nunca foi tão atemporal

Já faz 25 anos desde a estreia de um filme que mudaria a cultura pop e seria uma das maiores recordações da infância e adolescência de uma geração


Ao assisti-lo pela primeira vez em um cinema IMAX 3D, foi me permitido o privilégio de obter uma leitura adicional à que eu tive há tantos anos. Hoje, consigo ver novos detalhes. Assistir ao filme já adulta me fez perceber o quanto ele é progressista (considerando sua época de lançamento), bem roteirizado e atento às possibilidades de efeitos visuais e sonoros. 

O clássico tem um roteiro bem fechado, estando à frente de seu tempo em diversos momentos. O filme tem personagens fortes e característicos, como a Dra. Ellie Sattler, retratada como uma mulher inteligente, independente e determinada durante todo o filme. Ela é dona de uma das melhores falas do filme: “Mulher herda a terra’’. É incrível ver a resistência e bravura do Dr. Alan Grant que, por sinal, é uma mistura de galã adulto com Indiana Jones. Sem mencionar as crianças Lex e Tim, que são fundamentais em todo o arco do filme. 

Não é segredo que Jurassic Park entrou para a história com seus efeitos visuais e sonoros; não à toa, ganhou três Oscar: Melhor Edição de Som, Melhor Mixagem de Som e Melhores Efeitos Visuais. Ao entrar em pré-produção – três anos antes do lançamento nos cinemas –, a palavra de ordem era realismo. Não seriam poupados esforços, nem inovação, para que fossem criados os dinossauros mais verdadeiros que alguém já havia visto. Fizeram o espectador sentir a mesma aflição que os personagens ao ouvirem que um pequeno ‘’dino’’ estava se aproximando. Cada estrondo, cada rugido. Tudo pensado para que se pudesse ter a melhor experiência audiovisual possível. Eu tremo, torço e temo. Não importa quantas vezes eu o assista, todas as vezes serão como se fosse a primeira. Você já teve essa experiência no cinema?  
O Parque dos Dinossauros, de Steven Spielberg, não só sobrevive às modernidades, é também atemporal. Aborda a clonagem, o complexo de Deus, a fantasia, a ambição e o machismo (mesmo que sutilmente). Por trazer diferentes percepções em diferentes épocas, Jurassic Park tornou-se um clássico de expectativa eterna.

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