Leonard
Nimoy, assim como Carl Earl Jones, Michael J. Fox e William Shatner, é um caso
de ator que se tornou eterno por conta de poucos, porém grandes, trabalhos. Um
ícone de deveras importância para o público nerd, e, necessário para a
indústria. Mas a vida, como percebemos em 2014, com Roberto Bolaños, interfere
nos sonhos dos admiradores. Sonho, este, de um dia dizer um
"obrigado" ao ídolo. Assim foi com o Nimoy, que faleceu na última sexta (27/02), por conta de uma doença pulmonar em estado terminal. Desta
forma, a estranheza da “não eternidade” surge. E o grande, deu partida a maior
das jornadas.
O
seu personagem foi tão bem trabalhado e estudado, que causa, até hoje, um
alvoroço imenso, disputando com outro antigo personagem (Doctor Who), mas que não
é tão conhecido como o Spock. Algo que impressiona, pois há tantas franquias
longas que não seguram um único ator com tanta paixão pelo seu personagem.
Isso, Nimoy desenvolveu. Garantindo um ator continuar seu trabalho em
apenas dois longa metragens. 49 anos de saga e Nimoy estava presente desde o
primeiro capítulo até o último filme. Uma dedicação e amor sem tamanhos ao seu
trabalho, justificando até demais a razão de tanta paixão das pessoas pelo
mesmo.
Depois
de Jornada, Nimoy continuou atuando e trabalhando na televisão e no cinema,
ocasionando seu interesse por gêneros diferentes e deu início a seu trabalho
como diretor, que resultou em bons filmes, felizmente. Com seu lado artístico sendo desenvolvido, Nimoy cresceu como músico, lançando cinco álbuns, e como poeta,
escrevendo nove livros, e até mesmo como escritor autobiográfico; um
se intitula "Eu não sou Spock", em que o autor assume sofrer com a
ideia de ser reconhecido apenas por seu personagem Vulcano, e 20 anos depois, o
"Eu sou spock", desmentindo o primeiro livro e assumindo para todos
que só é o que é graças ao personagem da série. Uma forma de agradecimento e
desculpas pela injustiça.
Com
tantos trabalhos assim, Nimoy se arriscou mais e aposentou tudo que tinha feito
antes para ser fotógrafo. Um excelente, por sinal, que fez viagens pelo mundo
mostrando suas fotografias em eventos e exposições. E claro, aproveitando as
viagens para falar de seus trabalhos anteriores.
Dessa forma,
percebemos o seu talento e o amor pela arte. Nimoy nunca parou. Sua dedicação
por ser algo renovador inspira não só seu público fiel, mas qualquer um que ler
ou estuda suas obras. E se já não bastasse todo o legado deixado na Terra, o
ator faleceu deixando uma mensagem motivadora e importantíssima sobre o ato prejudicial
de fumar. Ele, ano passado, escreveu e
compartilhou para todos perceberem o tamanho do seu arrependimento sobre suas
escolhas que o prejudicaram.
Por
conseguinte, ele faleceu “novo”, com um legado tão extenso e recheado para
qualquer admirador seu e para uns que curtem uma boa arte. Esta era a arte de
Nimoy. A sua arte não podia morrer, e ele a eternizou muito bem. E assim, partiu. Divertindo-se, como falava em entrevistas, e divertindo a todos
que acompanharam sua carreira. Agora, em algum lugar distante, ele começa a mais longa de todas as jornadas, e deixando aqui na Terra, um longo e prospero
legado pela arte de se fazer arte.
“He’s really not dead, as long we remember him.’’ Bones (Star Trek ll: A Ira de Khan)
LLAP!
“He’s really not dead, as long we remember him.’’ Bones (Star Trek ll: A Ira de Khan)
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