Iniciado dia 10 de Junho e com exibições marcadas até o dia 17 do mês, o Festival Varilux de Cinema Francês 2015 está marcando presença em 50 cidades brasileiras. Este post comentará sobre três dos 16 filmes que fazem parte do Festival: "Asterix e o Domínio dos deuses" (2014), "Beijei Uma Garota" (2014) e "O Diário de Uma Camareira" (2015). "Asterix e o Domínio dos deuses" (Astérix - le Domaine des Dieux)
Direção: Louis Clichy
Com gráficos que certamente não deixam a desejar quando comparados à várias animações de estúdios hollywoodianos, "Asterix" é um filme cuja presença no Festival surpreende de forma positiva. Bastante fiel ao mundo apresentado nos quadrinhos de Albert Uderzo e René Goscinny, a animação é bem divertida e sustenta parte de suas piadas no período histórico em que a trama se passa. Nela, os amigos Asterix e Obelix, junto à trupe de sua aldeia gaulesa, lutam contra a construção de um bairro romano chique (no melhor estilo dos apartamentos de luxo modernos), denominado O domínio dos deuses, na floresta da região onde moram, quando tudo é na verdade um plano de César para a dominação da aldeia. Um filme ótimo para quem curte o gênero ou acompanha as aventuras dos protagonistas, sejam elas nos quadrinhos ou no cinema.
Direção: Noémie Saglio e Maxime Govare
Elenco: Pio Marmaï, Frank Gastambide, Camille Cottin
Comédia romântica, o filme de Noémie Saglio e Maxime Govare é bem moderno, leve e divertido, atendendo ao gênero, e apresenta situações que abrem um sorriso e causam boa sensação de entretenimento. Apesar de soar bastante clichê, a produção mantém o espectador preso até o final, mesmo com uma pequena queda de ritmo no terceiro ato. A trama sai um pouco do convencional e apresenta um casal gay prestes a se casar, Jérémie (Pio Marmaï) e Antoine (Lannick Gautry), que estão juntos há 10 anos. Entretanto, as coisas saem dos rumos quando Jérémie acorda ao lado da bela sueca Adna (Adrianna Gradziel), caso que o leva a questionar seus sentimentos e sexualidade.
Direção: Benoit Jacquot
Elenco: Léa Seydoux, Vincent Lindon, Clotilde Mollet
Este remake do drama francês de 1964 apresenta episódios da vida Célestine (Léa Seydoux), uma camareira arrogante do início do século XX, que sente-se insatisfeita com seu cargo, odiando-o mais ainda após conseguir emprego em um casarão no interior da França, trabalhando para um casal bastante peculiar e exigente. O filme, apesar de seu potencial, perde-se muito em sua narrativa, apresentando situações mal exploradas que, em algumas cenas, revelam um roteiro arrastado e confuso. Contudo, o desempenho de Seydoux é excelente, carregando toda a produção em sua personagem. Como um filme de época, o figurino é belíssimo, mas a fotografia, de início interessante, passa a abusar de closes, criando um efeito indesejado de amadorismo que até soa caricato.
Continue visitando o Quarto Ato para acompanhar a cobertura do Festival Varilux de Cinema Francês 2015.



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