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Tomorrowland (2015) | Um entretenimento cheio de esperança

Dirigido por Brad Bird (vencedor de dois Oscar pelas animações "Os Incríveis" e "Ratatouille", e também responsável pela direção de "Missão: Impossível - Protocolo Fantasma"), o longa "Tomorrowland - Um Lugar Onde Nada é Impossível" surge como mais uma tentativa da Disney em ingressar no gênero de ficção científica. Entretanto, essa tentativa mostra-se não tão bem sucedida, mas apaixonada.

Com uma abertura que preza pelo cômico, mas que pode soar vergonhosa para alguns, somos introduzidos à duas realidades: a de Frank Walker (Thomas Robinson, posteriormente interpretado por George Clooney), um jovem inventor que é transportado para uma cidade futurística durante a Feira Mundial de Nova Iorque de 1964, e a de Casey Newton (Britt Robertson), uma garota moderna e inteligente que é vislumbrada para a mesma cidade após receber acidentalmente um estranho pin com a insígnia "T". Um pouco dessa trama é revelada nos teasers de divulgação do filme, mas posso afirmar que o enredo de "Tomorrowland" é bem mais complexo do que se poderia imaginar.

Com o segundo ato cheio de cenas de ação, o roteiro do longa-metragem é espirituoso em diversos aspectos, mas cheio de falhas e momentos bobos, tornando-se por vezes desequilibrado. É fácil encontrar interrogações em algumas sequências, digerindo-as de forma um pouco confusa. Apesar disso, o resultado geral do filme revela uma mensagem digna ao estúdio que o produziu, onde percebe-se entusiasmo e paixão daqueles que o conceberam, Damon Lindelof e o próprio Brad Bird.

As atuações resultam em desempenho misto, com Clooney recebendo grandes momentos, mas soando artificial em algumas falas. Britt Robertson surpreende positivamente com sua expressividade, chamando a atenção de quem ainda não a conhece, e transmitindo todo o carisma de sua personagem. O elenco ainda conta com a jovem Raffey Cassidy (do seriado europeu "Mr. Selfridge"), Hugh Laurie (o eterno Dr. House) e o cantor country Tim McGraw.

Os aspectos visuais do filme são muito bons, com CGI bastante crível, justificando o orçamento alto de $190 milhões de dólares. A trilha é de Michael Giacchino, com quem Bird trabalhou em "Os Incríveis" e "Missão: Impossível - Protocolo Fantasma", afirmando uma espécie de parceria. O trabalho de Giacchino é muito bom, mas não quanto o que rendeu a ele o Oscar de Melhor Trilha por "Up! Altas Aventuras", nem tão memorável como suas trilhas em "Star Trek" e "Planeta dos Macacos: O Confronto".

É válido ressaltar o peso do estúdio em todo o decorrer do longa, com os próprios ideais de Walt Disney transpostos para a tela. Tomorrowland, inclusive, é uma das áreas dos parques Disney, assim como It's a Small World, Space Mountain e Epcot, atrações também referenciadas. Bird também insere easter eggs à la Pixar, com objetos de cena que remetem aos outros filmes que dirigiu.

Como produção de ficção científica, "Tomorrowland - Um Lugar Onde Nada é Impossível" provavelmente não será lembrado, apesar de possuir boa parte daquilo que caracteriza o gênero, como robôs, viagens espaciais e dimensões alternativas. Contudo, ganha o carinho de boa parte do público que o assiste, semeando, com seu propósito, uma parcela de fé no futuro da humanidade. Um bom entretenimento, por vezes divertido como as atrações do parque, e inspirador em seu conceito cheio de esperança.




Gênero: Aventura, Ficção Científica 
Direção: Brad Bird
Roteiro: Brad Bird, Damon Lindelof
ProduçãoBrad Bird, Damon Lindelof, Jeffrey Chernov
Fotografia: Claudio Miranda
Montador: Walter Murch, Craig Wood
Trilha Sonora: Michael Giacchino 
Duração: 130

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