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Creed: Nascido Para Lutar (2016) | Rocky Balboa ainda cativa plateias

Creed (2015)
Passaram-se 40 anos desde o lançamento de “Rocky- Um Lutador” nos cinemas, filme este que consagrou o astro Sylvester Stallone e que lhe rendeu cinco continuações, sendo a última  à “Rocky Balboa” lançado em 2006 e que aparentemente havia encerrado a franquia, de uma bela maneira, é bom frisar. Eis que surge um novo capítulo na saga de Rocky, “Creed- Nascido para Lutar” que embora não tenha “Rocky VII” no título é inegável que o filme pertence ao Rocky, papel que Stallone desempenha com muita dedicação e com uma carga dramática equivalente a sua atuação no clássico de 1976.

Somos apresentados ao jovem Adonis Johnson ainda nos anos 80 quando este descobre ser filho do famoso lutador de boxe Apollo Creed e que nasceu após a morte do pai. Determinado a se tornar um campeão sem precisar do nome de seu pai, Adonis procura a ajuda de Rocky Balboa e pede que ele seja seu treinador para poder encarar o mundo das grandes lutas.

Creed é um filme que dialoga diretamente tanto com os fãs antigos quanto com os novos admiradores; isso se deve a um roteiro repleto de referências nostálgicas dosadas de forma pontual que ao mesmo tempo faz questão de dizer sempre que estamos em uma era tecnológica. O roteiro, por sinal, soa conveniente demais em alguns momentos, mas isso não é um ponto negativo de forma alguma.

Michael B. Jordan interpreta um personagem por vezes apático e arrogante, mas que, ainda assim, deixa transparecer certa fragilidade, além do medo de não ser tão bom quanto seu pai e o desespero e o desejo de provar isso não apenas para as plateias, mas também para si próprio. O filme perde um pouco de tempo numa subtrama que envolve um interesse romântico de Adonis com sua vizinha; não que seja um elemento descartável, mas seu tempo em cena cansa (elemento, inclusive, já utilizado de forma parecida em 'Whiplash- Em Busca da Perfeição'). 

Utilizando planos fantásticos especialmente nas sequências de lutas que são suficientemente intensas e viscerais, a direção precisa de Ryan Coogler mexe com os nervos do público e ousa ao optar por longos planos-sequência fugindo da tradicional montagem de videoclipe que tanto marcou a franquia nos anos 80. São cenas emocionantes e impactantes, quase como se estivéssemos assistindo ao vivo um grande combate e torcendo freneticamente para que o lutador que somos fãs seja o vencedor. À cada gota de sangue misturada no suor que vemos cair no ringue sentimos também nossa respiração ofegante e a ansiedade que cresce cada vez mais. 

O título do filme pode ser “Creed”, mas o filme é de Rocky, sempre que surge em cena é possível enxergar em suas expressões todas as lembranças que já conhecemos dos filmes anteriores, o drama do personagem que acompanhamos como se fosse nosso parente, suas vitórias e conquistas, sua decadência e seu ressurgimento. Stallone entrega uma atuação totalmente digna de Oscar e novamente prova que é muito mais do que um astro de filmes de ação como muitos pensam. O Rocky de agora é um personagem que remete a Mickey Goldmill (seu antigo treinador), com saúde frágil e envelhecido, mas jamais sem perder o instinto de lutador que o acompanhou por toda sua trajetória e que precisará mais do que nunca para enfrentar a maior e mais difícil luta de sua vida.

Avaliação:


Comentários

  1. É a disciplina impressionante que pode desenvolver um atleta, muito reconhecimento de tudo uma história de sucesso, ganhou, fala-aperfeiçoamento, o conhecimento de nós, os sonhos que podemos alcançar, acho que em Creed Nascido para lutar o drama é bem dosado com uma história de amor que experiente muito bem ver o Sr. Stallone é a alma da sequela é uma jóia, eu estava à beira das lágrimas de tanta nostalgia, são tiros espectaculares lutas é uma garantia.

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