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Jornada nas Estrelas (1° temporada, 1966) | A série que foi aonde nenhuma outra jamais esteve


Star Trek - Season 1 (EUA)
Em 1966, a Paramount apostou (pela segunda vez) na trama psicodélica espacial que Gene Roddenberry havia criado. O episódio, apesar de um fracasso financeiramente, foi a abertura para cinco décadas de vida que Star Trek possui até então. A primeira viagem, dirigida por Marc Daniels, trazia William Shatner e Leonard Nimoy com os seus nomes na abertura ao lado de uma nave branca, rápida e imponente, conhecida como USS Enterprise. 

Os episódios mais clássicos e influenciadores da cultura norte-americana fizeram história naquele primeiro ano de temporada. Cito, como exemplo, O Sal da Terra, Tempo de Nudez, A Semente do Espaço, A Cidade à Beira da Eternidade, O Senhor de Gothos, Arena etc, que são aqueles que estão presentes em diversas listas prestigiadas do mercado mundial de ficção científica.

Consequência dos diretores e dos roteiristas dedicados que exibiam conceitos anacrônicos de como poderia ser a realidade otimista de uma sociedade sem preconceitos ou ódio no coração, o que resulta em união e amor pela descoberta daquilo que é desconhecido. Isso provou que a humanidade, logo após a Segunda Guerra Mundial e durante a Guerra Fria, poderia ser mais unida e amável, deixando de lado toda hostilidade com religião, raça, política ou cultura.

Além de tamanha dedicação ao contar histórias à frente de seu tempo, a produção, mesmo com pouco investimento, se esforçava com os efeitos práticos primorosos da década. Os corredores de naves eram os mesmos, as locações externas se exibam com cenários únicos e com poucos elementos característicos. No entanto, o roteiro inteligente exigia pouco de uma imensa produção, reservando o conteúdo apenas nos diálogos e nas atuações.

Leonard Nimoy, DeForest Kelley, Nichelle Nichols, George Takei e outros se mostraram reveladores em se dedicarem com os seus personagens caricatos e simples, com um desenvolvimento a cada episódio e, propositalmente, resultando em uma carisma digna de deveras importância para a ficção científica e, não menos importante, para o público que cresceu com eles.

Nos dias de hoje, os conceitos apresentados na série são datados, mas, durante a sua exibição original, os métodos aplicados para contar uma trama bem desenvolvida com os plots enriquecedores foi de tamanha importância para o progresso da época. Os efeitos clichês e óbvios atrapalham atualmente, mas o que fluía de forma orgânica eram os diálogos, os subtextos e os roteiros que usavam críticas "mind blowing" à nossa sociedade. Por fim, uma temporada digna de reconhecimento de um material obrigatório para quem admira o gênero.

Material disponível em DVD

O conteúdo em dvd/blu-ray no Brasil é valido, levando em consideração os anos de limbo que a série ficou no país. A última edição foi comprometida em ter nos discos da primeira temporada um extenso conteúdo de entrevistas distintas com histórias de bastidores, gravações restauradas e com depoimentos de muitos da produção, além de um documentário de uma hora e meia de duração. Um bom material para os fãs da franquia. 

Avaliação: 

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