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Warcraft - O Primeiro Encontro de dois Mundos (2016) | Aos ávidos do tema

Warcraft (EUA)
Depois de tantos adiamentos, finalmente chega aos cinemas ‘Warcraft- O Primeiro Encontro de Dois Mundos’, mas se a intenção era iniciar a nova era das adaptações de games com um filme épico e grandioso como o trailer sugeria, ficou apenas na tentativa. 

Pra começar, a montagem do filme é bastante problemática, com cortes bruscos evidentemente defeituosos. No ato final, durante uma sequência de duelo, é possível perceber a crueza da montagem de forma bem mais explícita do que anteriormente. O excesso de CGI torna quase tudo tão artificial que chega a incomodar; visto em 3D é que causa um estranhamento ainda maior na interação entre humanos e Orcs. Por sinal, o 3D é dispensável, nada de marcante ou necessário para ser visto nesse formato. Os cenários que sobrevivem a essa overdose de CGI, no entanto, são belissimamente fotografados, realmente de um visual arrebatador. 

O roteiro é uma bagunça; diálogos bobos com frases de efeito engraçadinhas disparadas vez ou outra. Para aqueles que nunca sequer jogaram ‘Warcraft’ na vida pode ser difícil acompanhar a constante mudança de foco da história que parece nunca saber de fato o que deseja centralizar na trama. Por outro lado, acerta em não cair nos clichês de heróis e vilões. Os humanos e os Orcs têm suas motivações e pelo menos isso o roteiro sabe dar uma explicação mais coerente. 

Os personagens sofrem da ausência de carisma, os Orcs se saem melhores nesse quesito, inclusive com um desenvolvimento mais caprichado e com mais expressividade do que os humanos. Além disso, são facilmente esquecíveis os humanos e seus nomes, impossibilitando qualquer chance de empatia com algum deles, o que em um filme de aventura e fantasia se torna algo ainda mais problemático. Assim, fica difícil torcer por alguém de verdade durante as duas horas de projeção, quando mais parece um piloto mal resolvido de uma série de TV numa versão estendida.

Se tem um elemento que realmente ficou muito bom, visualmente falando, é o uso da magia, que pela reação de alguns gamers que se encontravam na exibição do filme, estão realmente bem fiéis ao game. As cenas de batalha que deveriam ser um grande chamariz se tornam repetitivas e até mesmo entediantes. É impossível não comparar com muitas cenas do universo de Tolkien, já levado às telas na trilogia de ‘O Senhor dos Anéis’. Mas, se você esperava encontrar em ‘Warcraft’ uma possível jornada com a mesma qualidade, não foi dessa vez que temos nossa nova Terra-Média no cinema. 

Deixando uma ponte para continuação e encarado como uma sessão da tarde descompromissada, talvez o filme encontre seu público ávido por blockbusters, além, claro, dos apaixonados pela franquia dos games e possa ter um bom rendimento. É um desafio que os guerreiros, tanto Orcs quanto humanos, terão agora de enfrentar.  

Avaliação:


Comentários

  1. Você falou tão mal e acabou dando duas estrelas e meia.

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  2. cara se for criticar oq não sabe oque não conhece não critica seu comedia

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