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Procurando Dory (2016) | Um filme qualidade Pixar


Finding Dory (EUA)
A Pixar conta com muitas animações memoráveis em seu currículo. Se destaca por seus filmes com roteiros elaborados e, mesmo que inicialmente voltados para um público infantil, contém mensagens que apenas os mais velhos compreenderão, isso juntamente a uma alta qualidade estética e visual. Após 13 anos do lançamento do aclamado Procurando Nemo, o estúdio traz a esperada continuação como a “peixinha” Dory, desta vez como protagonista.

Procurando Dory se passa após um ano dos eventos de seu antecessor, e enfoca no passado da personagem do título, com a primeira sequência sendo um flashback de sua infância com seus pais, que serão os, de fato, procurados na história. Com a direção novamente responsável por Andrew Stanton, acompanhado por Angus MacLane, o filme mantém a essência que nos fez encantar com Procurando Nemo, mas ainda falta algo. Mesmo com toda a carisma dos personagens, a animação parece perder o foco algumas vezes, ao utilizar recursos repetitivos para o desenvolvimento da trama.

Por conta da perda de memória que Dory sofre, a trama possui constantes intercalações de flashbacks resgatados do inconsciente da personagem, o que contribui para seu desenvolvimento, bem como a da trama, a qual ganha um ar de mistério. O recurso linguístico o qual se utiliza para dar “pistas” sobre onde estão os pais de Dory se dá de forma clara e simples. Além disso, há uma fragmentação narrativa também por acompanhar a jornada de Marlin e Nemo, deixando ambas jornadas em paralelo, sendo compreendida pela montagem objetiva.

É perceptível a maneira como a trama busca extrair os momentos de emoção – momentos estes tão conhecidos do estúdio. Ainda que traga a emoção, a carga não é de mesmo peso que animações como Up: Altas Aventuras, Ratatouille e, principalmente, Procurando Nemo. E, ainda, perde-se um pouco do “realismo” presente neste último, embora estejamos lidando com peixes falantes. Um polvo não ser percebido de forma alguma e ainda dirigir um caminhão sai da ideia do que foi inicialmente proposto em 2003.

Quanto ao humor, Procurando Dory acerta com sutileza e elegância, mesmo com piadas infantis. Também, mérito à dublagem brasileira, que conseguiu abstrair toda essência dos diálogos. E sem deixar de mencionar o belíssimo visual gráfico, a qual consegue expor toda a grandeza oceânica, em detalhes cuidadosos, com uma composição que valoriza todos os traços, além da luz e da perfeição em animação pela qual a Pixar já é conhecida.

Por fim, Procurando Dory se mostrou uma agradável experiência, com muita nostalgia aos fãs mais antigos (assista e entenderá) e, além disso, um ótimo filme para quem está sendo introduzido à família dos peixes mais carismáticos dos cinemas. Ainda que não esteja à altura de seu antecessor, é um filme que já ganhou seu espaço no ótimo currículo da Pixar – além do espaço em nossos corações.

Avaliação:

Comentários

  1. Acertou muito nos pontos negativos do filme. Mas é impossível não se emocionar, e mais impossível ainda não amar a Dory. A Pixar foi muito cruel na criação da Dory bebê, ta muito FOFA pqp, parte o coração MESMO.

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  2. Quanto a perca de "realismo" concordo plenamente! Ótimo texto!

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