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Doutor Estranho (2016) | A fórmula Marvel se repete

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Doctor Strange (EUA)
Após explorar o universo de seus heróis mais conhecidos, a Marvel Studios abriu espaço para trabalhar personagens não tão populares assim. Com o sucesso advindo de suas produções cinematográficas, a MCU (Marvel Cinematographic Universe) descobriu que sua fórmula cabia muito bem para seu gênero (de super-heróis), funcionando para Guardiões da Galáxia, Homem Formiga e, agora, Doutor Estranho.

Um acidente de carro faz o renomado neurocirurgião Stephen Strange (Bennedict Cumberbatch) perder o movimento de suas mãos, seu principal instrumento de trabalho. Sua contínua busca por recuperação o leva ao Kamar-Taj, local onde recebe seu treinamento através da magia. A própria sinopse do Doutor Estranho já o difere dos demais heróis da Marvel, os quais obtêm poderes por acidente ou através de testes. Além disso, um diferencial chamativo, que o marketing dos trailers utilizou a seu favor, é o uso da magia e do misticismo como a forma de luta – além da pura briga “mano a mano” dos demais filmes.

E por falar em magia, o que havia sido prometido em relação aos efeitos especiais fora cumprido. Sequências longas de puro psicodelismo tomam a tela, construções urbanas movendo-se para todos os lados lembram A Origem (Christopher Nolan) e a direção de Scott Derrickson aproveita a oportunidade de exibir toda a grandiloquência das lutas nas cenas de ação.

Quanto ao roteiro, também de Derrickson, acompanhado de C. Robert Cargill, este parece raso perante a complexidade que buscam abordar nos questionamentos que A Anciã (Tilda Swinton) traz ao Doutor Estranho, interpretado com muita competência e versatilidade por Cumberbatch.

Junto aos acertos que a fórmula Marvel possui, vêm os erros. O vilão Kaecilius (Mads Mikkelsen), que tinha potencial para ser trabalhado, acaba sendo descartado com indiferença. Ao longo do filme é criado expectativa para o vilão Dormammur, expectativas estas que estão longe de serem supridas, com sua aparição resumida a um mero alívio cômico.

Apesar de um elenco memorável com Rachel McAdams e Chiwetel Ejiofor, ambos indicados da Academia, o roteiro força situações para que estes apareçam de forma gratuita e com diálogos expositivos. E ainda que metade do filme se prenda ao desfecho final, até chegar lá a montagem dá uma impressão de que o Doutor Estranho se tornou um mestre mago em um curto espaço de tempo, de forma não convincente.

Mesmo com os contratempos, Doutor Estranho se mostra como um filme bem realizado, o qual garante uma boa experiência na sala de cinema. É um filme que foge, à sua maneira, do que a MCU costuma mostrar e estabelece um gancho com os demais filmes da franquia, entusiasmando para as próximas aparições do mago nas telonas. 



Assista ao vídeo com comentários sobre o filme.



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