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Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2 (2011) | Conclusão apresenta falhas, mas emociona


Harry Potter and the
Deathly Hallows – Part 2 (UK)
Chegamos ao capítulo final. Encerrando a saga do famoso bruxo, "Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2" (2011) mantém a mesma equipe do seu predecessor, com David Yates na direção e roteiro de Steven Kloves, também responsável por sete dos oito filmes da saga. Não tão obscuro quanto sua primeira parte, esta segunda entrega muitos problemas de ritmo narrativo, mas encerra a longa jornada do protagonista de forma satisfatória, agradando aos fãs. 

Continuando exatamente de onde "Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1" (2010) parou, esta produção acompanha o personagem-título, novamente a cargo de Daniel Radcliffe, em sua batalha contra o lorde das trevas Voldemort (Ralph Fiennes), buscando e destruindo as horcruxes produzidas pelo vilão com a ajuda de seus  parceiros Ron Weasley (Rupert Grint), Hermione Granger (Emma Watson) e outros amigos de Hogwarts e da Ordem da Fênix.

Em suas primeiras sequências, o longa-metragem parece mostrar o que seriam quase "cenas deletadas" de sua primeira parte, em um ritmo tão lento e fora do tom previamente construído que a tornam totalmente destoantes dos atos seguintes do filme. Com a chegada à Hogwarts e a aproximação do clímax, a produção torna-se bem mais interessante, estabelecendo cenas de ação envolventes e de maior impacto na narrativa. 

Todos do elenco atingem seu ápice, seja em preparação física ou construção emocional. Destaque para os nomes já citados, além de Matthew Lewis, Evanna Lynch, Alan Rickmann, Maggie Smith, Tom Felton, Michael Gambon (apesar de sua breve - mas importante - participação) e todo do ensemble coadjuvante.  

Quanto aos aspectos técnicos, o CGI decepciona em algumas cenas (talvez pelo pouco intervalo de pós-produção), sendo inferior ao de algumas produções anteriores da franquia. A trilha sonora de Alexandre Desplat ("O Jogo da Imitação", 2015) é realmente envolvente e busca resgatar o sentimento épico de produções como "O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei" (2003), apesar do conteúdo apresentado pecar em relativa inferioridade.

Com um epílogo sentimental e agradável, apesar de bastante apressado, "Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2" apresenta erros que não o classificam como o melhor de todos os longa-metragens adaptados da obra de J.K. Rowling, mas encerra a relevante saga do bruxo de maneira eficiente, atingindo sucesso entre seu público e tornando memoráveis a conclusão e as mensagens positivas que a franquia carrega em sua essência.



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