Pular para o conteúdo principal

Sense8: Especial de Natal (2016) | Mais que um especial

Resultado de imagem para sense8 special

Resultado de imagem para sense8 christmas special poster
Sense8: A Christmas Special (USA)
Das séries originais da Netflix, Sense8 é a que melhor trabalha a contemporaneidade em seus discursos. A forma como se constrói a conexão entre oito personagens de realidades diferentes é cativante, porém, mais do que isso, é descobrir que, acima de todas as diferenças, eles encontram um ponto comum. É sobre isso que Sense8 se trata: igualdade.

Para aconchegar os corações dos fãs neste intervalo entre a 1ª e a 2ª temporada, a série nos introduz à nova fase dos sensates. Após as descobertas e desenvolvimento inicial de personagens, agora se acompanha o desenrolar dos dramas individuais e do mistério ao redor do fenômeno que estão vivendo. 

O que de melhor foi visto na primeira temporada é retomado no Especial de Natal. Escrito e dirigido por Lana Wachowski, o episódio soma a abordagem sci-fi ao sentido mais humanista possível e, a partir disso, constrói um elo não somente entre os oito, mas entre todos que acompanham a série.

E, apesar da ação que permeia alguns momentos, é no roteiro que se trabalha a humanidade em sua forma mais íntima, como no belíssimo monólogo de Hernando sobre a arte no amor, ou quando Kala enfatiza que ela é quem possui o domínio de seu corpo.

E mesmo sendo um Especial de Natal, o episódio não deixa de trabalhar a trama principal que envolve o grupo com o vilão Sussurros, que, com sua presença, transmite o perigo. Mas funciona como um nó que será desenrolado ao longo da segunda temporada.

Toda execução técnica é, mais uma vez, muito bem desempenhada. A montagem inovadora, junto à trilha sonora, consegue transpor a sensação de união e singularidade que Sense8 possui.

O episódio, que emociona e envolve, reforça a ansiedade para a segunda temporada e reafirma a importância de séries assim. Maio de 2017 nunca pareceu tão longe. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O Massacre da Serra Elétrica (1974): Salve-se quem puder

Não é pra todo mundo. Fato. Mas para qualquer fã de filmes de terror, O Massacre da Serra Elétrica original é quase como um obra de arte irretocável, sendo como um dos mais impactantes filmes de horror já feito na história da linguagem. Lançado em 1974 por Tobe Hooper ainda em início de carreira, a obra não apenas marcou a época como também serviu de ponto de partida para uma nova fase do horror no cinema, decolando em níveis além daqueles imaginados por Alfred Hitchcock e Roman Polanski . A história aqui, baseada na vida do psicopata real Ed Gein , o assassino cuja carnificina já havia ganhado as telas do cinema através do personagem de Norman Bates em Psicose , desenvolve um grupo perseguido incansavelmente por Leatherface, antagonista cuja máscara é um dos objetos mais reconhecíveis da história do cinema: você pode até não ter visto o filme, mas sabe que ele usa a pele de suas vítimas para esconder o seu rosto. O Massacre da Serra Elétrica:  Salve-se quem puder ...

Victoria e Abdul (2017) | Acerto em abordar a intolerância

Judi Dench é uma das damas britânicas de maior influência no cinema euro-estadunidense. Dona uma extensa e premiada filmografia, que inclui um Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 1999 por “Shakespeare Apaixonado” , a atriz tem como uma de suas mais conhecidas interpretações a do longa-metragem “Mrs Brown” (1997), onde encarna a histórica Rainha Victoria. Consagrada então como uma favorita dos britânicos para interpretar figuras de poder - feito também atingido por Helen Mirren com “A Rainha” (2006) -, a atriz volta a interpretar a monarca em “Victoria & Abdul - O Confidente da Rainha” (2017), filme produzido pela BBC que reafirma sua frutífera parceria com o cineasta Stephen Frears , explorada anteriormente no comovente drama biográfico “Philomena” (2013). Este gênero, inclusive, parece ser um dos que Frears é melhor sucedido; além do filme de 2013, ele também está por trás do já aqui citado “A Rainha” e, mais recentemente, da comédia dramática “Florence - Quem é Essa Mu...

Homem-Aranha: De Volta ao Lar (2017) | Humor jovem e frescor adolescente

Spiderman: Homecoming (EUA) Com outro  reboot lançado pela Sony Pictures, neste caso a encargo de Jon Watts ( "A Viatura" , 2015) o super-herói "cabeça de teia" volta aos cinemas. Desta vez, ele retorna carregando um grande diferencial: a Marvel, famosa gigante dos quadrinhos que é responsável pela criação do personagem e teve que vendê-lo anos atrás para a própria Sony, detém novamente do controle criativo sob ele. E foi a partir desta parceria entre os dois estúdios que "Homem-Aranha: De Volta ao Lar"  (2017) nasceu, trazendo referências à situação já em seu próprio título, e assim introduzindo o tão popular Homem-Aranha no Universo Cinematográfico Marvel (Ou "MCU", para os íntimos). E a proposta, como esperado por alguns fãs do gênero, surpreende de forma bastante positiva.  Diferente dos outros dois "filmes de origem" já lançados sobre o personagem, que foi previamente interpretado por Tobey Maguire (entre 2002 e 2007) ...