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Os Penetras 2 - Quem Dá Mais? (2017) | Talento desperdiçado, oportunidade em vão

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Os Penetras 2 - Quem Dá Mais? (Brasil)
É complicado de convencer, mas fácil de associar a imagem de Eduardo Sterblitch a Buster Keaton, em seus últimos dias, e a Jim Carrey, nos seus melhores. A sua intelectualidade é sofisticada e gratificante para qualquer aspirante de comédia. 

Em Os Penetras 2 – Quem Dá Mais?, o seu personagem, Beto, sofre com a perda de seu melhor amigo, mesmo quando o falecido se envolve com um golpe que o deixou sem onde cair morto. Beto, como em outras globochanchadas em que o repeteco segue sem freios, envolve-se com outro golpista que possui planos absurdamente tolos e, ao mesmo tempo, burlescos. E assim a obra se vende. Sterblich em seu estado de espírito de Freddy Mercury Prateado retorna com uma força de vontade alarmante, mas sem o material correto, como Keaton e Carrey já tiveram há muito.

Nota-se, com a cafonice atual, a hipérbole aplicada no título do filme, o qual apresenta novos nomes, alguns até passageiros, em busca de um “quem dá mais” de esquete em que o desespero soa mais gratuito que profissional. 

Desse modo, a comédia nada rende em risadas, ao revelar inúmeras tentativas sem estimulo ora do diretor para com os seus astros que ficam no repetido piloto automático, ora no texto, que é imaturo como animações infantis de personagens que se beneficiam com as suas características cartunescas. Aqui, o que há de cartum é, novamente, o Sterblich, que busca a todo instante ser uma piada de si mesmo, a fim de mostrar mais eufemismo que talento.

No fim, a sensação de habilidade desperdiçada fica no ar. Com Mariana Ximenes e Danton Mello, o longa-metragem aposta em um sossego de siticons mais interessadas nos atos; o que acaba não acontecendo, já que ambos, apesar de competentes, fogem dos padrões de chanchadas requisitadas por seu diretor.

Com isto, fica claro que a lucidez oferecida é nula, pois, obviamente, não estamos em 1950, com as piadas corporais, ou no início da década de 1990, em que o cafona era regra. Estamos em 2017 e já deu deste desespero por risadas. 

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