| Os Penetras 2 - Quem Dá Mais? (Brasil) |
É complicado de convencer, mas
fácil de associar a imagem de Eduardo
Sterblitch a Buster Keaton, em
seus últimos dias, e a Jim Carrey, nos
seus melhores. A sua intelectualidade é sofisticada e gratificante para
qualquer aspirante de comédia.
Em Os Penetras 2 – Quem Dá Mais?, o seu personagem, Beto, sofre com a
perda de seu melhor amigo, mesmo quando o falecido se envolve com um golpe que
o deixou sem onde cair morto. Beto, como em outras globochanchadas em que o
repeteco segue sem freios, envolve-se com outro golpista que possui planos
absurdamente tolos e, ao mesmo tempo, burlescos. E assim a obra se vende. Sterblich em seu estado de espírito de
Freddy Mercury Prateado retorna com uma força de vontade alarmante, mas sem o
material correto, como Keaton e Carrey já tiveram há muito.
Nota-se, com a cafonice atual,
a hipérbole aplicada no título do filme, o qual apresenta novos nomes, alguns
até passageiros, em busca de um “quem dá mais” de esquete em que o desespero
soa mais gratuito que profissional.
Desse modo, a comédia nada
rende em risadas, ao revelar inúmeras tentativas sem estimulo ora do diretor
para com os seus astros que ficam no repetido piloto automático, ora no texto, que
é imaturo como animações infantis de personagens que se beneficiam com as suas
características cartunescas. Aqui, o que há de cartum é, novamente, o Sterblich,
que busca a todo instante ser uma piada de si mesmo, a fim de mostrar mais
eufemismo que talento.
No fim, a sensação de
habilidade desperdiçada fica no ar. Com Mariana
Ximenes e Danton Mello, o
longa-metragem aposta em um sossego de siticons mais interessadas nos atos; o
que acaba não acontecendo, já que ambos, apesar de competentes, fogem dos
padrões de chanchadas requisitadas por seu diretor.
Com isto, fica claro que a
lucidez oferecida é nula, pois, obviamente, não estamos em 1950, com as piadas
corporais, ou no início da década de 1990, em que o cafona era regra. Estamos
em 2017 e já deu deste desespero por risadas.

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ResponderExcluirO primeiro já não foi lá essas coisas
ResponderExcluirO primeiro já não foi lá essas coisas
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