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T2 - Trainspotting (2017) | Nostalgia e maturidade em equilíbrio

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T2 Trainspotting : Poster
T2 - Trainspotting (EUA)
Vinte e um anos depois, o cineasta Danny Boyle reúne o elenco original de ‘Trainspotting- Sem Limites’ para uma continuação à altura de sua obra-prima e onde a nostalgia é uma arma poderosa, mas que não se esquece de abraçar as novas gerações e continua com ácidas críticas sociais e um humor negro de primeira. Para os fãs de ‘Trainspotting’, essa sequência é um verdadeiro presente recheado de referências, mas muito longe de ser apenas uma tentativa vazia de recriar cenas ou mesmo de trazer pequenos momentos de seu antecessor. 

É realmente obrigatório ter assistido ao primeiro filme para ir ver ‘T2’? Na verdade não é, mas, além de uma compreensão maior da história, torna a experiência bem mais completa e possibilita uma boa comparação do quanto as personagens evoluíram dentro da proposta dos dois filmes. Em ‘T2’, as consequências dos atos que encerraram ‘Trainspotting’ são o ponto de partida da nova trama.

Mark Renton (Ewan McGregor) abandonou sua terra natal e também as drogas, mas um inesperado acontecimento o faz querer visitar seus velhos amigos, Spud (Ewen Bremmer) e Sick Boy (Jonny Lee Miller). Begbie (Robert Carlyle) continua na prisão, mas arquiteta um plano para voltar à ativa. Spud ainda é um viciado em drogas, mas, se anteriormente era quase que totalmente um alívio cômico, dessa vez traz uma carga dramática bem densa. Sick Boy, por sua vez, além de manter-se no vício, é dono de um bar decadente e sobrevive aplicando golpes em homens que chantageia com vídeos caseiros. 

Não posso deixar de falar da excelente trilha sonora com destaque para as já clássicas ‘Slow Slippy’ do Underworld e ‘Lust for Life’ numa ótima versão remix a cargo da banda The Prodigy. Em se tratando da parte técnica, Danny Boyle traz seu tradicional estilo de videoclipe em viagens psicodélicas mais contidas, mas que não deixam de lado a montagem frenética que vimos bastante em ‘Trainspotting’. 

Como mencionei antes, ‘T2- Trainspotting’ é um filme bem mais voltado para o drama e com o peso das responsabilidades e a maturidade pessoal de cada personagem sendo um dos pontos cruciais da narrativa. Mas não se enganem, quando ele abraça o humor, ele o faz de forma bem equilibrada e realmente diverte. Por exemplo, a cena do reencontro entre Renton e Begbie, certamente o fará rir com a situação. 

'T2-Trainspotting’ é um filme nostálgico, maduro e que muito mais do que uma continuação é um reencontro de antigos conhecidos, dentro e fora do filme. Excelente.  

Crítica: T2- Trainspotting (2017)

Nostalgia e maturidade em equilíbrio

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