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Alien: Covenant (2017) | Outra tentativa frustrante

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Alien: Covenant (EUA)
Ridley Scott mudou o cinema ao criar o terror especial de maior sucesso com o filme Alien, o Oitavo Passageiro (1979). Quase 40 anos se passaram e o diretor trouxe a saga de volta às telonas com o objetivo de contar a história de origem do xenomorfo. Talvez ele devesse reconsiderar sua decisão.

+ Alien, o Oitavo Passageiro (1979) | Ridley Scott de raiz

Alien: Covenant é o segundo filme prequel da franquia e aborda a missão colonizadora da nave espacial que está no título do filme. A direção ficou sob responsabilidade do idealizador Ridley Scott, mas a roteirização é de John Logan e D.W. Harper, que se perdem em referências e trazem uma narrativa esquecível e sem criatividade.

Trabalhar com uma franquia tão bem estabilizada no cinema é um risco que facilmente leva os criativos a contar histórias repetidas e maçantes. É uma mera ilusão de que o sucesso obtido na época em que o gênero era novidade vá se repetir, deixando de lado todas as outras circunstâncias que permeiam o cinema contemporâneo. Isso foi o que aconteceu com o Alien que, ao tentar se renovar, caiu no problema que atinge a maioria dos filmes: a genericidade.

O filme, assim como seu antecessor, Prometheus (2012), também foca numa tripulação, cujo carisma pode ser igualado a zero. Os personagens apáticos e sem desenvolvimento não despertam nenhum interesse e empatia. Nem mesmo a protagonista Daniels (Katherine Waterson) consegue convencer perante à sua causa – o que é uma pena, pois a expectativa de ter alguém a altura de Ellen Ripley (Sigourney Weaver) era inevitável.

O único personagem, porém, que consegue chamar atenção e ao mesmo tempo cativar o público à tela é o androide David (Michael Fassbender), que tem atuação dupla no filme. A sua crueldade visceral é totalmente harmônica com seus monólogos, trazendo falas marcantes ao personagem. Covenant é sustentado boa parte por sua forte presença em tela.

A narrativa confusa do longa acaba por dar voltas e não cumprir com a proposta de apresentar uma digna história de origem, ficando num limbo entre o suspense e o terror. A trama dos personagens acaba ganhando mais foco e nem mesmo as questões apresentadas em Prometheus tiveram uma boa solução, tendo uma resolução meia-boca e não convincente.

No entanto, Alien: Covenant tenta de forma até um pouco excessiva de referenciar os filmes clássicos. Utilizando a tecnologia ao seu favor, cria a esperança de ver um xenomorfo em boa qualidade – o que se torna um ponto a favor do filme.

Mas fora as criaturas – que melhoraram seu design -, o visual intergaláctico não transpõe nenhuma originalidade, uma vez que o espaço já foi retratado várias vezes no cinema e a produção se tornou vítima disso.

A boa intenção de Ridley Scott é percebida, mas é a execução e a construção da narrativa que não suprem o que os fiéis fãs da franquia Alien esperavam. Alien: Covenant não cumpre sua proposta e apresenta um filme que perde em originalidade, se mantendo apenas por sua bela trajetória no cinema. 

Crítica: Alien: Covenant (2017)

 Outra tentativa frustrante

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