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Mulher-Maravilha (2017) | A redenção da DC

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Wonder Woman (EUA)
Foram preciso 75 anos para a DC e a Warner perceberem o imenso potencial que a Mulher-Maravilha tem. Não somente por ser a primeira super-heroína, mas também por ser sinônimo de força, luta e justiça: finalmente o filme que o público esperava chega às telonas – e você precisa assistir! 

Não basta fazer um filme da Mulher-Maravilha, a direção tem que ser comandado por uma mulher também! Patty Jenkins, que já deu um Oscar para Charlize Theron em Monster (2003), tem uma bela compreensão da essência da personagem e consegue transmitir isso de forma brilhante.

O filme nos mostra as origens de Diana (Gal Gadot), princesa de Themyscira e sua evolução, enquanto guerreira e mulher. Isto é feito, inclusive, de forma bastante didática para garantir a compreensão até daqueles que nunca tiveram contato com a heroína.

As tantas origens que a Mulher-Maravilha recebeu nos quadrinhos não pareceu problema para o roteiro, de Geoff Johns e Allan Heinberg, que firma a história e faz questão de juntar todas as pontas, sem perder no desenvolvimento de personagens principais e secundários.

A construção da Mulher-Maravilha é abraçada por Gadot, que traz uma atuação magistral à personagem, passeando pela inocência e a descoberta, e não deixando dúvidas a respeito da excelente escalação para dar vida à guerreira. Chris Pine, que dá a vida a Steve Trevor, é carismático e acrescenta humor e drama nas medidas certas.

É mérito do roteiro a sutileza com a qual foi trabalhada sobre o papel da mulher na sociedade, além de outros diálogos de opressão, como diversidade étnica. Embora o filme pudesse trabalhar melhor questões de gênero (afinal, Mulher-Maravilha era o espaço perfeito para isso), o filme introduz tais assuntos que não são comumente debatidos no âmbito de super-heróis.

Quanto às cenas de ação, Mulher-Maravilha tem a capacidade de fazer o público vibrar e se empolgar. No entanto, há um certo exagero da “herança” deixada por Zack Snyder (Homem de Aço e Batman vs. Superman) no uso de slow motions. Há exagero, também, no uso de efeitos no ato final, que poderia explorar melhor alguns aspectos.

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No mais, Mulher-Maravilha é o que os fãs da DC estão esperando ver há tempos e é o modelo que a produção pode se espelhar para fazer seus futuros filmes. Porém, mais importante, é que este filme seja um precursor de um maior protagonismo feminino na cultura nerd e pop.

Crítica: Mulher-Maravilha (2017)

A redenção da DC

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