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Selton Mello: "Esse filme é uma flor"

Amanhã, 3 de agosto, Selton Mello retorna aos cinemas com O Filme da Minha Vida, o terceiro longa-metragem dirigido pelo ator, tendo o francês Vincent Cassel no elenco. O Quarto Ato já conferiu o filme e realizou uma entrevista com Mello, a qual ele comentou sobre o processo de criação, sua carreira e seus astros. 


O filme conta a história do professor de língua francesa Tony Terranova (Johnny Massaro), que, ao retornar para casa depois de muitos anos estudando na capital, descobre o abandono repentino de seu pai. 

Na entrevista a seguir, o ator e cineasta mineiro fala sobre as suas escolhas no filme.

Você sempre desejou o cargo de direção ou foi algo que se construiu em sua carreira?

Foi indo naturalmente, já que fui sentindo a transformação da minha carreira. Eu sempre fui um ator/autor. Um ator que era ligado em tudo, tanto na parte técnica, como no roteiro, direção, fotografia. Eu gostava de tudo. Então chegou uma hora que eu pensei que deveria fazer o meu filme também e que poderia começar a demonstrar o meu ponto de vista de forma mais ampla. Como ator, você só é uma parte da engrenagem. E, como diretor, eu consigo exercer a minha criatividade de modo mais profundo.

O que você aprendeu com os outros diretores durante a sua carreira?

Eu aprendi muito com cada um. São coisas subjetivas. Não sei como te falar o que aprendi com cada. Entretanto, quando trabalhava com eles, eu ficava de olho e observando o que era interessante e o que não era, e isso, certamente, formou a minha porção de diretor.

Qual foi a origem da adaptação do livro de Antonio Skármeta?

O livro é chileno e, por acaso, chegou em minhas mãos. Depois eu fiz o roteiro com o Marcelo Vindicatto, o meu roteirista que trabalha comigo. E o importante era manter a essência do livro. Mas eu precisava ir além das páginas, já que o cinema é outra linguagem e que precisa ter mais viradas, conflitos, acontecimentos. E foi isso o que eu fiz.

Em O Palhaço você fez uma abordagem familiar. E em O Filme da Minha Vida, além do mesmo foco, você desenvolve a nostalgia e outros sentimentos parecidos. Isto é algo que você quer estudar por muito tempo?

Isso. É um filme lírico. É um filme fora da realidade. Me agrada trabalhar em um regime mais mágico. É um filme como se fosse um grande sonho. Eu filmei como se fosse um grande sonho. Então é um prazer enorme oferecer para o público um pouco de ternura, sabe, em tempos tão difíceis para nós, brasileiros. Esse filme é uma flor.

Como foi trabalhar com Johnny Massaro?

Foi ótimo. Ele é o melhor ator da geração dele. É um artista genial, sensível e talentoso.

E com o Vincent Cassel?

O Cassel é um cara fantástico. É um astro internacional. Acompanho ele há muito tempo, desde O Ódio, Cisne Negro e tantos outros filmes maravilhosos que ele fez. Então dirigir o Vincent Cassel foi uma honra e uma responsabilidade. E ele entregou um trabalho lindo.

Selton Mello: "Esse filme é uma flor"

Conversamos com o ator sobre "O Filme da Minha Vida", longa que atua e dirige

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