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5 livros nacionais para celebrar a independência do Brasil

Machado de Assis, Lima Barreto, Rachel de Queiroz... De autor competente e boa história, o Brasil está bem servido. Mas, por muitas vezes sermos obrigados a ler certos livros na época da escola - os famigerados paradidáticos -, podemos criar certa aversão pela tão mencionada "literatura brasileira". Mas entre diferentes autores, histórias, gêneros, épocas e estilos, não há mais como generalizar a literatura brasileira como somente uma.

Entretanto, se literatura nacional não é seu forte e o medo de trocar aquele livro maravilhoso da estante por alguma obra da casa tem quase te deixado acordado durante à noite, não se preocupe. Em homenagem ao 7 de setembro, o Quarto Ato separou cinco livros que, clássicos ou não, poderão ao menos garantir uma boa leitura. E eu garanto que pelo menos um deles você vai gostar!

1. Capitães da Areia, de Jorge Amado

Em plena terra baiana, os arruaceiros de Jorge Amado dormem em um trapiche. Entre eles, Sem Pernas, Professor, Gato, liderados pelo mulato Pedro Bala, tentam sobreviver às injustiças sociais sem nem ao menos o cafuné de uma mãe. Mas a situação muda quando a peste e uma peça do destino mandam uma garota e seu irmão para o grupo. Em meio às tentativas de entender o papel da nova mãe no grupo, os meninos perdidos da terra baiana precisam se adaptar ao novo estilo de vida, e ao mesmo tempo tentar seguirem com suas vidas, longe dos policiais e de qualquer um que ameace o seu estilo de vida, baseado na liberdade.


2. O Tronco do Ipê, de José de Alencar

Quando pensamos em José de Alencar, é quase impossível não lembrar de Iracema, O Guarani, Senhora e de tantos outros clássicos estudados na escola. Entretanto, apesar do traço indianista marcante do autor, em O Tronco do Ipê, o foco não é nenhum índio herói ou heroína dos lábios de mel, mas sim sobre o romance de duas crianças, Mario e Alice. Enquanto a garota não poupava esforços em tentar conquistar Mario, o garoto, órfão amargo, tinha outros planos: compreender os acontecimentos que levaram á morte de seu pai.

3. Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna

"Não sei, só sei que foi assim" já é provérbio clássico da cultura brasileira. As aventuras quase épicas de Chicó e João Grilo compõem a peça de Ariano Suassuna, que traz frases inesquecíveis e arranca risos do mais carrancudo leitor. Quando os protagonistas, aproveitadores de carteirinha, aplicam um golpe que acaba envolvendo o maior cangaceiro da região, ambos precisarão de toda a astúcia que lhes reserva para continuar vivos ou pelo menos conseguir uma segunda chance.

+ Auto da Compadecida | Já fui menino, fui homem, só me falta ser mulher

4. Via Láctea, de Olavo Bilac

Calma! Várias estrofes de um poema simbolista pode assustar à primeira vista, mas, assim que a surpresa inicial é superada, o que sobra é um mergulho na poesia e na filosofia profunda e excepcional de Olavo Bilac. O autor, que também é criador do hino da bandeira do Brasil, traz sua visão formidável sobre a relação das estrelas, do universo e da imensidão comparada à vida mundana, mas não de forma negativa. Pelo contrário. Os versos são carregados de subjetividade de cunho sonhador, se transformando em um poema prazeroso e encantador.

5. Procura-se um Marido, de Carina Rissi 

Nem só de clássicos se sustenta a literatura brasileira. Com o avanço do mercado editorial no país, diversos autores contemporâneos e de literatura juvenil têm conquistado seu espaço entre as estantes de diversos brasileiros. Entre eles, Carina Rissi, escritora de Procura-se um Marido. A obra narra uma parte da vida de Alícia, mimada, inconsequente e órfã de pais que vive com seu avô, líder de uma grande empresa. Entretanto, quando seu avô falece e em seu testamento consta que Alícia só receberá o dinheiro quando trabalhar na empresa como uma pessoa normal, a situação da garota que nunca realmente teve que "dar duro" na vida complica, e muito!

Lista 4TO: 5 livros nacionais para celebrar a independência do Brasil

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