Pular para o conteúdo principal

Cannes 2019: "Parasita", de Bong Joon-ho vence a Palma de Ouro. Confira a lista completa

Resultado de imagem para BONG JOON HO PARASITE
"Parasita", filme do sul-coreano Bong Joon-ho (Okja, O Hospedeiro) foi o grande vencedor da Palma de Ouro do 72º Festival de Cannes. Na história, toda a família de Ki-taek está desempregada, vivendo num porão sujo e apertado. Uma obra do acaso faz com que o filho adolescente da família comece a dar aulas de inglês à garota de uma família rica. Fascinados com a vida luxuosa destas pessoas, pai, mãe, filho e filha bolam um plano para se infiltrarem também na família burguesa, um a um. No entanto, os segredos e mentiras necessários à ascensão social custarão caro a todos.

Cannes 2019: "Parasita", de Bong Joon-ho vence a Palma de Ouro. Confira a lista completa

Brasileiro "Bacurau" dividiu o Prêmio do Júri com "Les Misérables", de Ladj Ly


O Grand Prix foi para Atlantique, filme dirigido por Mati Diop, primeira mulher negra presente no Festival. O Brasil saiu premiado com Bacurau, que dividiu o Prêmio do Júri com Les Misérables, de Ladj Ly. O aclamado Retrato de uma Jovem em Chamas, de Céline Sciamma, venceu o prêmio de Melhor Roteiro. Confira mais abaixo a lista completa.

Apesar da recepção morna de Frankie, de Ira Sachs, e de Mathias & Maxxime, do jovem veterano Xavier Dolan, e do fracasso de Mektoub, My Love: Canto Uno, de Abdellatif Kechiche (diretor de Azul é a Cor Mais Quente), o comentário geral entre críticos e espectadores que passaram pelo Festival é de que foi a melhor edição em anos. Já era no papel, por reunir tantos nomes potentes da indústria como Pedro Almodóvar, Terrence Malick, Dardennes, Bong Joon Ho, Marco Bellochio, Elia Suleiman e Quentin Tarantino. Trouxe também a primeira mulher negra em competição pela Palma, Mati Diop, diretora de Atlantique, e os novos trabalhos de Céline Sciamma, Ken Loach e Kleber Mendonça Filho. Fora do papel, na tela, o resultado foi gratificante para a vitrine que é o Festival de Cannes.

O júri presidido pelo mexicano Alejandro González Iñárritu, foi composto por Elle Fanning, Maimouna N’Diaye, Kelly Reichardt, Alice Rohrwacher, Enki Bilal, Robin Campillo, Yorgos Lanthimos e Pawel Pawlikowski. Confira os prêmios:


Palma de Ouro: "Parasita", de Bong Joon-ho

Grand Prix: "Atlantique", de Mati Diop

Prêmio do Júri: "Bacurau", de Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles & "Lés Misérables", de Ladj Ly

Melhor Diretor: Jean-Pierre and Luc Dardenne, por "O Jovem Ahmed"

Melhor Roteiro: Retrato de uma Jovem em Chamas, de Céline Sciamma

Melhor Atriz: Emilly Beecham, por Little Joe

Melhor Ator: Antonio Bandeira, por Dór e Glória

Menção Honrosa: It Must Be Heaven, de Elia Suleiman




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O Massacre da Serra Elétrica (1974): Salve-se quem puder

Não é pra todo mundo. Fato. Mas para qualquer fã de filmes de terror, O Massacre da Serra Elétrica original é quase como um obra de arte irretocável, sendo como um dos mais impactantes filmes de horror já feito na história da linguagem. Lançado em 1974 por Tobe Hooper ainda em início de carreira, a obra não apenas marcou a época como também serviu de ponto de partida para uma nova fase do horror no cinema, decolando em níveis além daqueles imaginados por Alfred Hitchcock e Roman Polanski . A história aqui, baseada na vida do psicopata real Ed Gein , o assassino cuja carnificina já havia ganhado as telas do cinema através do personagem de Norman Bates em Psicose , desenvolve um grupo perseguido incansavelmente por Leatherface, antagonista cuja máscara é um dos objetos mais reconhecíveis da história do cinema: você pode até não ter visto o filme, mas sabe que ele usa a pele de suas vítimas para esconder o seu rosto. O Massacre da Serra Elétrica:  Salve-se quem puder ...

Victoria e Abdul (2017) | Acerto em abordar a intolerância

Judi Dench é uma das damas britânicas de maior influência no cinema euro-estadunidense. Dona uma extensa e premiada filmografia, que inclui um Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 1999 por “Shakespeare Apaixonado” , a atriz tem como uma de suas mais conhecidas interpretações a do longa-metragem “Mrs Brown” (1997), onde encarna a histórica Rainha Victoria. Consagrada então como uma favorita dos britânicos para interpretar figuras de poder - feito também atingido por Helen Mirren com “A Rainha” (2006) -, a atriz volta a interpretar a monarca em “Victoria & Abdul - O Confidente da Rainha” (2017), filme produzido pela BBC que reafirma sua frutífera parceria com o cineasta Stephen Frears , explorada anteriormente no comovente drama biográfico “Philomena” (2013). Este gênero, inclusive, parece ser um dos que Frears é melhor sucedido; além do filme de 2013, ele também está por trás do já aqui citado “A Rainha” e, mais recentemente, da comédia dramática “Florence - Quem é Essa Mu...

Homem-Aranha: De Volta ao Lar (2017) | Humor jovem e frescor adolescente

Spiderman: Homecoming (EUA) Com outro  reboot lançado pela Sony Pictures, neste caso a encargo de Jon Watts ( "A Viatura" , 2015) o super-herói "cabeça de teia" volta aos cinemas. Desta vez, ele retorna carregando um grande diferencial: a Marvel, famosa gigante dos quadrinhos que é responsável pela criação do personagem e teve que vendê-lo anos atrás para a própria Sony, detém novamente do controle criativo sob ele. E foi a partir desta parceria entre os dois estúdios que "Homem-Aranha: De Volta ao Lar"  (2017) nasceu, trazendo referências à situação já em seu próprio título, e assim introduzindo o tão popular Homem-Aranha no Universo Cinematográfico Marvel (Ou "MCU", para os íntimos). E a proposta, como esperado por alguns fãs do gênero, surpreende de forma bastante positiva.  Diferente dos outros dois "filmes de origem" já lançados sobre o personagem, que foi previamente interpretado por Tobey Maguire (entre 2002 e 2007) ...