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Disney, Netflix, Warner, AMC, Universal e Sony se unem contra lei antiaborto

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No último dia 7, o governador da Geórgia Brian Kemp sancionou a chamada "Lei do batimento cardíaco", que proíbe o aborto em caso de reconhecimento do movimento cardíaco do feto, o que acontece por volta da sexta semana de gestação. A lei causou polêmica para além do estado, principalmente porque Geórgia exerce influência sobre atividades financeiras pelo país. 

Lei anti-aborto: Disney, Netflix, Warner, Universal e Sony se unem contra estado americano 

Estúdios ameaçam deixar o estado da Geórgia, nos EUA, se a lei não for repensada


O estado se tornou potencial destino para produções hollywoodianas após determinar a desoneração de 30% de impostos para a atividade audiovisual, o que atraiu designers, fotógrafos e técnicos das mais diversas áreas do país todo para atender a nova demanda de estúdios que se instalaram por lá. Empregando mais de 90 mil pessoas, cerca de 450 produções de Cinema e TV foram gravadas no estado em 2018. Devido o caminho assertivo na sanção da "lei anti-aborto", as empresas se unem num coro a favor do direito da mulher nessas decisões.

Atualmente, a Warner está gravando Invocação do Mal 3 no estado, enquanto se prepara para as gravações de Esquadrão Suicida. Do setor televisivo, a HBO o programa Lovecraft Country, de Jordan Peele e JJ Abrams, estão em pré-produção. A AMC, que filma The Walking Dead, se pronunciou via porta-voz: "Se esta legislação altamente restritiva entrar em vigor, reavaliaremos nossa atividade na Geórgia", disse.

O primeiro grande estúdio a se manifestar foi a Walt Disney, que lá filmou Pantera Negra e Vingadores: Ultimato. “Acho que muitas pessoas que trabalham para nós não vão querer trabalhar lá, e teremos que atender aos seus desejos nesse sentido. No momento, estamos assistindo com muito cuidado ”, disse o CEO da empresa Bob Iger em entrevista à Reuters.

"Temos muitas mulheres trabalhando em produções na Geórgia, cujos direitos, juntamente com milhões de outros, serão severamente restringidos por esta lei", disse Ted Sarandos, diretor de conteúdo da Netflix, em um comunicado.


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