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E se Kevin Spacey não fosse Gay?

Nas últimas semanas, desde as denúncias de assédio contra o produtor Harvey Weinstein, o Facebook/Twitter transformou-se escancaradamente no episódio Hated in the Nation (3ª Temporada, Black Mirror). Assim como na trama, todo dia surgiam novos nomes para serem odiados nas redes sociais num escândalo que crescia gradualmente como se fosse roteirizado. Então chegamos em Kevin Spacey, o astro de ‘House of Cards’, acusado por Anthony Rapp (ator da nova série Star Trek) de um assédio cometido enquanto ele tinha apenas 14 anos. Então Kevin é gay, correto?  Kevin se pronunciou no Twitter afirmando sua sexualidade que até então foi “escondida” – e então, a carreira do ator despencou do dia para a noite culminando na sua recente “demissão” da própria Netflix. É uma reação da indústria que se espera contra atitudes opressoras e pedófilas, mas será mesmo que isso aconteceria nessa velocidade se Kevin não fosse gay? E se ele tivesse assediado uma garota, tipo... Woody Allen? Ro...

Anne with an ‘E’ - 1ª temporada (2017) | O respiro fresco de uma volta à infância

No meio de tantas séries sombrias, dramáticas e violentas, Anne with an ‘E’ é o respiro fresco de uma volta a infância, sem deixar de lado reflexões e críticas sobre assuntos tão presentes no cotidiano. Baseada no livro “Anne of Green Gables” da escritora canadense L. M. Montgomery , publicado em 1908. Acompanhamos Anne Shirley ( Amybeth McNulty ), uma órfã que é adotada, por engano, pelos irmãos Marilla e Matthew Cuthbert ( Geraldine James e R. H. Thomson ), que, inicialmente, queriam um menino para ajudá-los a cuidar de Green Gables, sua propriedade. Apesar de Anne acabar cativando a rígida Marilla e o calado Matthew, ela ainda tem que enfrentar muitos obstáculos na sua nova vida no povoado de Avonlea.  Crítica: Anne with an ‘E’ - 1ª temporada (2017) O respiro fresco de uma volta à infância A série envolve com um roteiro cheio de delicadezas e sutilezas, dando tempo para o desenvolvimento dos personagens e das relações entre eles, aproveitando-se do clima sereno e...

Podcast Primeira Sessão #13: Thor Ragnarok

O último filme do ano do Universo Cinematográfico Marvel chegou e o Primeira Sessão, podcast do Quarto Ato, está aqui para comentar sobre o que foi visto em Thor: Ragnarok ! + Crítica: Thor: Ragnarok (2017) Falamos sobre a escolha do diretor Taika Waititi em fazer um filme de comédia com ação e sobre o que isso pode representar para a Marvel nos cinemas. Então vem com a gente nessa loucura intergalática, porque aqui você já sabe: todo mundo paga meia-entrada! Podcast Primeira Sessão #13: Thor Ragnarok Participam dessa edição: Lucas Jansen , Gabriel Amora , Hillary Maciel , Vitória Salviano , Kevin Alencar e uma miçanga do Hulk. Não deixe de assinar nosso feed no iTunes (onde você também pode nos avaliar com 5 estrelas) ou em qualquer aplicativo de podcasts da sua preferência.

Depois Daquela Montanha (2017) | O lento acidente do amor

Nota-se que, ao longo dos anos, o cinema afeiçoou-se por histórias de sobrevivência. Viajantes que ficam perdidos no espaço, na selva, na neve, no oceano ou em quaisquer outro cenário cativam o público por explorar limites das necessidades humanas, seja a narrativa contada por um viés dramático (como em O Náufrago ), épico (temos Gravidade ) ou até mesmo cômico ( Um Cadáver Para Sobreviver ). Em Depois Daquela Montanha , longa-metragem baseado no livro best seller de Charles Martin , a alternativa é o romance — neste caso, sustentado pela dupla de peso Kate Winslet e Idris Elba .  + Crítica: Um Cadáver Para Sobreviver (2016) | De que serve a civilização? O encontro inusitado dos dois na trama segue moldes de uma comédia romântica: após terem seu voo cancelado, a jornalista Alex (Winslet) e o médico Ben (Elba) decidem fretar um avião particular, visto que ambos encontram-se em circunstâncias de emergência para chegar ao destino desejado. Pilotado por um senhor de nome...

Festa no Céu (2014) | A excelência da temática

Não só de Halloween e terror vive o Quarto Ato . O Dia de los Muertos (Dia dos Mortos) é uma comemoração latina que se assemelha ao conhecido Finados no Brasil, mas se diferencia em várias formas, principalmente na decoração e na comemoração. Nos países latinos, a morte é celebrada nos dias 31 de outubro, 01 e 02 de novembro com música, banquetes e muita festa. É nessa data que os espíritos de familiares voltam à Terra e visitam, com muita alegria, seus entes queridos ainda vivos. E é para essa festividade que a animação de 2014 de Jorge R. Gutierrez, "Festa no Céu" , se volta, com excelência e em muitas cores. No centro do México, que por sua vez é o centro do mundo, a cidade da San Angel é a casa de três amigos e de um triângulo amoroso que envolve a vida e a morte. Um pouco óbvio, mas impossível se saturar com a história cativante de amor entre seus protagonistas: o encantador Manolo (Diego Luna), um músico que é imposto a seguir com a tradição da família de...

Pedro Vasconcelos: "Você pode ser feliz sendo quem você é"

Dona Flor e Seus Dois Maridos está de volta. Depois de um hiato de mais de 40 anos sem adaptações cinematográficas do romance de Jorge Amado , Pedro Vasconcelos dirige uma nova versão, protagonizada por Juliana Paes .  Pedro nos contou como foi o processo de adaptação do livro, os seus desafios como diretor e dos próximos projetos. O filme estreia na próxima quinta-feira, 2. Confira a entrevista.   Quarto Ato: Como você foi se envolver com a obra Dona Flor e Seus Dois Maridos? Pedro Vasconcelos: Na verdade, tudo começou quando resolvemos contar essa história no teatro. Então nós fizemos uma montagem, que estreou em 2007 e rodou o país. Inclusive, a peça veio para Fortaleza umas quatro vezes. E a partir daquilo, daquele específico trabalho no teatro, achamos que poderíamos chegar a um filme para mergulhar mais ainda nessa obra. A história é maravilhosa. História de Dona Flor, que o conhece o seu marido, que morre, e depois se relaciona com outro, ressuscita, ...

O Médico e o Monstro (1886) | O terror psicológico como nunca houve

Assuntos que se relacionam à natureza humana e que abordam o psicológico, por mais contemporâneos que às vezes possam parecer, principalmente em diversos livros e filmes de lançamento recente (como no livro “ Objetos Cortantes ”, de 2015, ou no filme “ Fragmentado ”, de 2017), são temas que datam de séculos passados. Em 1886, por exemplo, o inglês Robert Louis Stevenson lançava “O Médico e o Monstro” , um dos livros de terror mais cultuados de todos os tempos. De forma rápida e com poucos detalhes, somos apresentados por meio da ilustre narração do advogado Sr. Utterson à misteriosa relação entre Dr. Henry Jekyll, médico respeitado e de renome, e Mr. Edward Hyde, homem deformado que “surge” em Londres e que começa a causar suspeitas por seu comportamento agressivo e por desaparecer tão rápido quanto aparece. A trama tem início quando o advogado descobre que o médico, sem motivo aparente ou lógico, coloca o nome de Mr. Hyde em seu testamento. Quando questionado sobre o assun...