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Aves de Rapina: há vida pós-Esquadrão Suicida

Se podemos destacar algum ponto positivo da colcha de retalhos que foi o longa Esquadrão Suicida de David Ayer , foi sem dúvida a presença da louca, perigosa e carismática Arlequina ou Harley Quinn ( Margot Robbie ). A personagem virou um sucesso instantâneo com o público nerd e passou a ser um forte ícone da cultura pop. Aves de Rapina: há vida pós-Esquadrão Suicida Apesar do título, está claro que essa história é muito mais Arlequina que Aves de Rapina Margot Robbie se afeiçoou à Arlequina, e querendo vivê-la mais uma vez em tela tratou de unir forças para produzir um novo longa, porém com uma abordagem diferente para a personagem. Agora como protagonista, ela queria se desvencilhar da imagem de dependência doentia que tinha com o Coringa, e sua busca agora é por liberdade e, juntamente com um grupo de personagens femininos da DC Comics, criar um grande filme Girl Power. Assim nasceu Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa . A história começa quando A...

Filmes querem lhe enganar, não esqueça disso

Este texto não bem uma crítica, mas uma ponderação sobre o cinema enquanto uma ferramenta de afirmação. Podemos supor que o que leva uma equipe a gastar quase 100 milhões de dólares para contar uma história é principalmente acreditar nela. Veja só, por que filmes de guerra são feitos? Além do deslumbre de se tornar consumível uma realidade tão distante do conforto de uma sala com ar-condicionado, há a emoção de se  converter emoções específicas. Sentado em seu ato solitário, o roteirista é capaz de imaginar as reações possíveis de diferentes plateias quando escreve um diálogo ou descreve a forma como um personagem se comporta. Opinião: Filmes querem lhe enganar, não esqueça disso "Ford vs Ferrari", de James Mangold, é essencialmente um filme de guerra. Mesmo. Digo isso porque Ford vs Ferrari , de James Mangold , é essencialmente um filme de guerra. Mesmo. Aqui é EUA contra Itália que disputam o ego de uma vitória milionária no universo da velocidade. Ainda no iníci...

Novo filme de Rosemberg Cariry abrirá a 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes

D écimo segundo longa-metragem dirigido pelo cineasta cearense Rosemberg Cariry , “Os Escravos de Jó” será exibido, em première mundial, na abertura da 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes, no dia 24 de janeiro. Na ocasião, diretor e equipe se reúnem para celebrar o ator baiano Antônio Pitanga, que será homenageado pelo festival ao lado de sua filha Camila Pitanga. O drama é produzido por Bárbara Cariry e se passa na cidade histórica de Ouro Preto, em Minas Gerais.  Rosemberg Cariry: novo filme abrirá a 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes  Em “Os Escravos de Jó”, Rosemberg Cariry discute a construção identitária da juventude Na trama, Samuel é um jovem, filho de pais adotivos (desconhece suas origens), que estuda Cinema e conhece Yasmina, uma imigrante palestina. Os dois se apaixonam e precisam enfrentar as dificuldades que surgem por conta de suas histórias e perspectivas de vida. Samuel divide-se entre heranças conservadoras e visões libertárias, que lhe são repass...

Retrato de uma Jovem em Chamas: Ser livre é estar sozinha?

 por Lilian Oliveira , especial para o Quarto Ato  Com a premissa de pintar um retrato a partir da observação de alguém, o francês Retrato de uma Jovem em Chamas traz à tela a sensibilidade do olhar feminino. Escrito e dirigido por uma mulher, Céline Sciamma , faz uso de planos fechados para evidenciar as características físicas das personagens, os seus gestos e é aí onde está toda a poesia do filme. Durante as duas horas de narrativa, apenas poucos minutos contam com a presença de homens na tela e eles são sempre recursos secundários. É uma narrativa puramente feminina. A trama é vivida por quatro mulheres: a mãe ( Valeria Golino ) que encomenda o retrato, sua filha Héloïse ( Adèle Haenel ), a pintora Marianne ( Noémie Merlant ) e a criada Sophie ( Luàna Bajrami ). Retrato de uma Jovem em Chamas: Ser livre é estar sozinha? Identificação é o que tem de mais potente nessa obra Marianne observa atenta cada detalhe de Héloïse para desenhá-la e aprende como ela re...

Marina Lima: Show em Fortaleza é pontuado por hits do passado e rock do futuro

(Foto: Rogério Cavalcanti/Divulgação) Não é todo mundo que consegue emplacar 40 anos de carreira no Brasil. Marina Lima , no entanto, conseguiu mais que isso. Em 2018, por exemplo, reafirmou sua essência como uma das rainhas da MPB com o álbum pop Novas Famílias , o 21º de sua carreira. O primeiro single foi o funk Só os Coxinhas , que ironiza aqueles que vivem apenas de aparências e de poder. É uma riqueza sonora que arde os ouvidos dos que se identificam. É um disco que tem crítica social e política em Mãe Gentil , Árvores Alheias e na faixa-título. É sobre ser uma gigante do passado e continuar se atualizando com o que vem acontecendo no presente. E, incrivelmente, a artista consegue realizar as mesmas proezas em um show como aconteceu no último sábado, 11, no festival Férias na PI, em Fortaleza, na Praia de Iracema. Marina Lima:  Show em Fortaleza é pontuado por hits do passado e rock do futuro   CRÍTICA ...

Adoráveis Mulheres: A União Feminina como Resistência

O livro “Mulherzinhas” (Little Women), clássico escrito por Louisa May Alcott , já foi adaptado em diversos formatos ao longo do tempo. Na sua sexta adaptação para o cinema, em Adoráveis Mulheres , a história ganha um novo olhar na direção e roteiro de Greta Gerwig , que moderniza a narrativa mostrando que uma história forte de união de mulheres é mais atual do que nunca. A história acompanha as 4 irmãs March: Jo ( Saoirse Ronan ), Meg ( Emma Watson ), Amy ( Florence Pugh ) e Beth ( Eliza Scanlen ) durante sua adolescência até o começo da vida adulta no período da Guerra Civil Americana. Com personalidades completamente diferentes, as quatro encaram os desafios da vida, seus altos e baixos, em uma crítica à sociedade machista e patriarcal.  Greta assume contar a história de maneira não linear. O espectador salta entre as lembranças e o presente das irmãs, e vai montando o quebra-cabeça com os acontecimentos que foram moldando o destino e a escolhas das personagens de m...

Oito longas de Fellini serão exibidos na Caixa Cultural Fortaleza

Com “Mulheres e Luzes” (1950) e “Abismo de um Sonho” (1952), começa neste sábado, 04 de janeiro, respectivamente às 16h e 18h, na CAIXA Cultural Fortaleza, a Mostra de Filmes do projeto A Estrada da Vida – 100 Anos de Federico Fellini, uma homenagem a um dos mais importantes cineastas italianos de todos os tempos. Até o dia 12 serão exibidos oito longas-metragens, entre ficções e documentários sobre a obra do cineasta italiano. Só não haverá programação na segunda-feira, dia 06. Fellini: Oito longas serão exibidos na Caixa Cultural Fortaleza A mostra acontece de 04 a 12 de janeiro, como parte do projeto A Estrada da Vida – 100 Anos de Federico Fellini O projeto teve início em Fortaleza com o curso "A Tela que Pensa - Fellini e a proliferação das imagens” ministrado nos dias 19 e 20 de dezembro pelo professor Luame Cerqueira, doutor em Filosofia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e agora, de 04 a 12 de janeiro, segue com a mostra reverenciando o cineas...