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Interestelar (2014) | Nolan e seu novo sci-fi

    Christopher Nolan está de volta em seu nono filme, e mais uma vez, prova que consegue ser um bom diretor. Apesar de suas falhas em explicar tudo ou ter roteiros pretensiosos demais, o diretor consegue escrever bem e ter ideias que o cinema necessita para continuar crescendo como empresa e ao mesmo tempo para emocionar os demais com sua tecnologia estupenda e cenas brilhantes de ação e diálogos. Isso é mérito seu. Isto o cinema agradece.     Interestelar  se inicia revelando o que está acontecendo com o Planeta Terra. Com diálogos científicos e dramáticos, o primeiro ato do filme mostra que nosso lar tem os dias contados. Dessa forma, uma equipe de exploradores é enviada ao espaço em busca de outros planetas para que um seja habitável e os seres humanos consigam viver. Assim temos nossa sinopse.      Christopher Nolan é um diretor muito criativo e isso é esbanjado em todo seu filme. Suas cenas de ação e de tensão na trama sã...

Guardiões da Galáxia (2014) | Marvel Sendo Marvel

Analisar os filmes blockbusters é uma tarefa difícil. Como de costume, muitas dessas obras possuem uma história clichê e que acabam caindo no lugar comum. O que é uma pena para o público em geral, que quer apenas se divertir dentro do cinema e não rever uma historia antiga com novos personagens. Contudo, os personagens da nova obra da Marvel foram bem desenvolvidos com seu roteiro de carga e energia forte, o que comprova a competência na escrita dos roteiristas que evitam o tal lugar comum. E foi isso que (felizmente) aconteceu  com o novo trabalho do estúdio. Um filme extremamente habitual, que possui clichês a cada ato e com uma história, que sim, aceite, já assistimos diversas vezes.  O novo filme do estúdio é tão parecido com os outros, que a comparação com o próprio Vingadores é inevitável. A trama se baseia em um grupo de deslocados que lutam por suas diferenças e que, no fim de tudo, se unem para derrotar um inimigo em comum, que poss...

Amor, Plástico e Barulho | SENSUALIDADE, CHORO E PAETÊS [por Gustavo Nery]

Brega: gênero musical popular brasileiro com raízes e destaque na região nordeste, caracterizado por suas músicas que misturam romance e sedução, e por suas cantoras excêntricas e de visual espalhafatoso. É nos bastidores dessa atmosfera que se desenvolve o drama “Amor, Plástico e Barulho” (2013), da diretora pernambucana Renata Pinheiro, e premiado em festivais como o de Brasília (2013) e Aruanda (2013). O longa-metragem foi exibido em Fortaleza pela primeira vez nessa sexta (13), como parte da II Mostra Cultura de Cinema Brasileiro. A trama do filme se desenrola em torno de Jaqueline (Maeve Jinkings), vocalista da banda Amor com Veneno , cuja carreira encontra-se em um patamar de incerteza, resultando em crises de alcoolismo e sintomas depressivos. Em contraponto, a jovem dançarina Shelly (Nash Laila), também integrante da banda, está determinada a atingir o sucesso e realizar o sonho de tornar-se cantora de Brega, independente das dificuldades que surgem em seu caminho. A...

A Fuga (2013) | A Regra escassa de Identidade

Stefan Ruzowitzky foi reconhecido quando levou seu Oscar pra casa, com o estrangeiro “Os Falsários”. Seu primeiro bom projeto hollywoodiano pretendia ser este, “A Fuga”. No entanto, o longa não passa de um amontoados de clichês e momentos rasos. Sem nenhuma pretensão de ser ótimo, existem falhas e absurdas quebras de ritmos.  Eric Bana parecia promissor em seu personagem – nos trailers e nos pôsteres. Mas, mesmo com poucos pontos positivos, não deixa de ser um personagem fraco e muito raso em suas ideias. O erro aqui pode nem ser do Eric, mas lhe faltou identidade. Olivia Wilde interpreta Liza, a criminosa inocente que vive nesse mundo por falta de oportunidade e por causa de seu irmão, Addison, interpretado por Eric Bana . Em outro núcleo, Charlie Hunnam é Jay, um filho problemático do casal June e Chet, interpretados por Sissy Spacek e Kris Kristofferson . Liza e Addison estão em fuga por causa de um dinheiro roubado e Jay por uma possível morte acidental. Os ...

Anúncio Oficial [Duas Faces do Cinema: Quarto Ato]

Desde que nós dois, Arthur Gadelha e Gabriel Amora, sentamos para decidir o nome do blog de cinema que escreveríamos a partir dali, e entramos no acordo que “Duas Faces do Cinema” intitularia o projeto, já sabíamos, mesmo sem dizer um para o outro, que ele não perduraria para sempre; não como principal. No entanto, assim que lançado, ainda com um fundo preto e branco, separando o casal principal do grande vencedor do Oscar, “O Artista”, a marca “Duas Faces do Cinema” ganhava espaço entre amigos e familiares.

Crítica - Bastardos | por Gabriel Amora

A VELHA TRAMA MAL CONTADA     A diretora Claire Denis é uma das mais importantes para o seu país (França), por conta de seus inúmeros filmes e prêmios que ganhou durante seu trabalho, o que inclui esse novo filme ' Bastardos ', que ganhou a chance de ser visto por todos em Cannes. Que em seguida, veio parar na Mostra do Rio de Janeiro, e com o sucesso que festivais ocasionam, você pode ir conferir o filme nessa sexta feira (dia 25).     A ignorância em casos de filmes que vieram de festivais é importantíssima. Pouco me importo com trailers e sinopses sobre filmes que passam em Mostras de cinema, para a surpresa ser mais digna, contudo, nem tudo é lindo na sétima arte. Surpresas podem ser desagradáveis, e digamos que esse é o adjetivo ideal para definir o filme que tenta ser muito, mas na verdade é pouco. Pouco em relação à arte, intelectualidade e a prazer.     Diferentemente de um Tabu ou Abismo Prateado (ambos os filmes requer uma necessária...

Crítica - Wolverine Imortal | por Gabriel Amora

WOLVERINE DECENTE     Com tantas decepções nesse verão (2013), o temor de que  Wolverine Imortal fosse  frustrante era inevitável. Cita-se, como exemplo, o Homem de Ferro 3 (herói da mesma casa do mutante) que se revelou em maio como uma decepção, causando então, mais temor pelo novo filme do mutante, que já teve seu filme solo, mas que foi infelizmente uma catástrofe.      Contudo, o novo filme divertiu, surpreendeu e conseguiu valer o ingresso caro que os cinemas cobram hoje em dia. Seu novo filme solo, assinado pelo ótimo diretor James Mangold é algo que conseguiu ficar de fora da lista de erros em relação à franquia X-men, que é propriedade da Fox. Não é o melhor, contudo, se mantém um bom filme, em comparação ao Origens: Wolverine . Graças a história na qual essa foi baseada, a conhecida pelos leitores de quadrinhos Eu, Wolverine , assinada pelo gênio Chris Claremont e pelo sádico Frank Miller .     Um trama com diversos ...